Sabado em Orleans

Acordo num dia desses de dormir mal com a cabeça cheia e de precisar urgentemente de café e Pink floyd no subwoofer. Nada sério na verdade e procuro em vão pensar em outra coisa mais útil como o bonito pôr-do-sol que vi ontem correndo ao lado do rio da cidade de Orleans ou o jantar que vou fazer hoje para 15 pessoas e mais precisamente as compras que preciso fazer agora no carrefour antes dele fechar nessa manhã de domingo.

Tenho mais algumas visões na minha mente e uma se repete sempre. Odeio, bufo e forço a voltar ao meu frágil controle. Lembro de estar prestes a dormir ontem e o telefone tocar. Minutos depois tomava cerveja num bar daqueles velhos, com pessoas também velhas bebendo e observando a movimentada rua(única rua da cidade com movimento noturno e cheia de pubs e boates). Uma senhora de seus 70 e muitos anos nos serviu bondosa e feliz por um movimento diferente. Todos ali queriam os bares bonitos e o dela apenas havia os fieis clientes. Senti-me confortável ali. Em verdade esse é meu tipo de lugar: simples, com boa cerveja e pessoas que estão pouco fudendo as babaquices dos lugares bonitinhos e chiques.

Penso um pouco menos agora. Escrever realmente pode ser uma válvula de escape. Jogo as palavras aqui na tela do HP(notebook) e consigo de certa forma trazê-las de volta a minha mente de forma menos confusa. Outra cena e dessa vez vejo os telhados da cidade, dejavu( filme da marypops)((telhados de arequipa)). Uma garota-mulher linda tagarela francês ao meu lado e aos meus ouvidos. Lembro de outra falante que gosto tanto e sorrio um sorriso cercado de vontades. Ela fica curiosa e eu falo: J’adore les femmes qui parlent beacoup e vite! Ela responde com uma gargalhada gostosa e pede licença atendendo o celular. Olho dentro da casa e vejo tudo misturado pelo álcool. Como no psicodelismo the doors tudo se mistura: uma guitarra Ibanez, muitos copos, bebidas, fumos, raquete de tênis, uma meia, sapatos e pessoas novas de todos os tipos. Ora visitava o Marrocos, ora sul da frança, ora México e etc.

Danço o reggaeton. Não esperava por essa na frança e a falante correspondeu tão bem.

Nada como um dia apos o outro e essa manhã de sol convidativa em minha janela.

Porém, penso, penso mais uma vez e no final quem me conhece sabe o quanto me transformo em uma mula quando gosto de uma mulher.

Termino meu café, ignoro a Nutella a minha frente e penso mais objetivo nas coisas. Afinal, que se foda!

A musica que me faz chorar. Quando ela se aproxima do cosmos. E viajamos juntos e unissimos.

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Salut Yuri!

Meu novo teto.

Acordei no trem TGV e era o meu quarto ou quinto cochilo do dia. Lembrei da chegada do veiculo, da prestativa fiscal me dando as informações do trem e de entrar chamando muita atenção. Com minha grande mala, minha mochila de trekking, minha mochila pequena e meu violão. Passei pelo vagão como num filme de comédia do cinema mudo sendo ajudado por alguns bons franceses. Falando neles: até esse momento posso dizer que todos(os locais) foram muito solícitos e prestativos fugindo a fama. No trem confortável olhava a paisagem campestre de final de verão. O TGV passa por um túnel e na saída eis que vejo um belo arco-íris. Lindo, completo e bem colorido. Aceitei isso como um “salut” europeu e claro agradeci a recepção technicolor… Outro cochilo e dessa vez ia descer. Mais uma luta com minhas malas e desci em Aubrais. Já estava perto do meu próximo lar e novamente um fiscal muito simpático me mostrou onde pegava o próximo veiculo. Quando vi o trem quase chorei, era quase 4 degraus de escada para subir de uma vez com minhas malas. Literalmente joguei-as a dentro, entrei e sentei suando na cadeira. Uma simpática madame foi conversando curiosa comigo e me falou bem da polytech. Cheguei a estação toda de vidro e vi meus colegas. Comprimentei curioso e excitado Joel e Gregoire: Os franceses que dividirão um apartamento comigo. Eles também aparentemente simpáticos, curiosos e muito educados. Andamos ao carro(boa surpresa) e fomos de ford fiesta pela cidade. Transito leve as 21:00 e eu não sabia onde olhar primeiro. O papo meio mecânico na ansiedade dos três quererem se conhecer. Descemos na rua urbana de arquitetura não-moderna e entramos no estacionamento do condomínio subterrâneo e extremamente limpo. Mostraram-me o apartamento, cozinha e meu quarto. Tudo novinho, razoavelmente organizado e grande para estudantes universitarios. Mal parei de babar pelo quarto e fomos até a sala onde os outros me esperavam. Uns 13 franceses sorridentes falavam ao mesmo tempo comigo de modo que apenas sorria e falava umas besteiras em ingles. Comprimentei um por um e curti a festinha pela minha chegada. Descrever o resto é perda de tempo e um processo desnecessário. Foi como no Brasil, mas em inglês e francês. Bebidinhas, conversas, piadas, historias da França, do Brasil, violão dividido entre dois novos colegas e eu. Pizza para matar a fome, mais de tudo e quando vi ja caia na cama exausto pelo dia bastante agitado e divertido. E no final, tudo deu certo! Orleans, França!

Greg, moi, Julian et Joel.

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Nova universidade – Polytech Orleans

Olha onde vim parar. Ja conheço metade do pessoal que aparece no video.

Sim, não diz nada, mas mesmo assim é legal.

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Vivendo um dia no Aeroporto

Estação TGV dentro do Gaulle

Checking – pegar malas – procurar pela estação de trem TGV – escovar os dentes – andar, andar e andar…
Olho o imenso aeroporto Charles de Gaulle e registro todas as informações novas. Estava com o espírito aliviado por conseguir tirar alguns euros do banco e procurava onde pegar meu bilhete de trem. Achei a fila e admirei os muitos rostos, cores e cheiros da também grande estação tgv que ficava dentro do aeroporto surgindo do subsolo num bonito feito arquitetonico.
Havia muçulmanos e negros africanos vestindo belos trajes hiper coloridos respectivamente caracteristicos, japoneses no estilo business, japonesas no estilo picachu(bonitinhas até), franceses e misturas vestidos como numa semana fashion de moda: uns bem bonitos e incríveis, outros bem estranhos e doidos; pessoas vestidas de maneira simples e é claro brasileiros: inconfundíveis aos meus olhos com sorrisos, roupas e o português na boca para quem quisesse ouvir.
Na fila também vi duas mulheres-meninas conversando alguma língua magia nórdica. Não pude deixar de olhar e uma delas correspondeu com o mesmo olhar curioso. A amiga foi embora e automaticamente conversamos. No começo com meu francês precário que durou uns 5 minutes até passar ao meu confortável inglês. E a conversa fluiu muito bem, trocamos o bilhete e tinha tempo até o trem a noite. Andamos, sentamos numa área aberta da estação, toquei um pouco de bossa na insistência da bela companhia e no almoço rimos de coisas bobas. Goshia estudou na França por alguns anos e agora voltava para fazer seu mestrado no oeste de língua francesa. Não vou descreve-la economizando palavras através de uma imagem, mas ela é acima de tudo muito simpática. Passou muitas dicas do pais, afirmou que a fama francesa de ter nariz em pé é verdadeira, porém inofensiva e também me confessou algumas coisas sobre a night local. A hora do trem dela chegou e lembro bem quando ela me disse com um belo sorriso: “Yuri, Your life here will be intense”.
Aproveitei o tempo para aprender como ligar ao Brasil, a minha amada maezinha atendeu e o papo foi calmo e menos emotivo do que previ. Claro, com todos os papos de mãe nunca dispensados. Andei mais um bocado e tirei um cochilo na área aberta.

Bom lugar para um cochilo e violão

 

Gochia em outro lugar, mas como ela é na minha memoria no aeroporto.

 

Mar de gente

Com calma os proximos posts serao com fotos proprias.

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Rio – Paris

Pensei um pouco e quero escrever meu tempo aqui através de historias “pequenas”. Viso estabelecer um elo com as pessoas queridas que tenho contato no Brasil e as que querem saber da França por uma visão particular e, na medida do possível, profunda. Estou por aqui pela primeira vez na Europa e observo tudo cheio de curiosidade e vontade de aprender, principalmente sobre os relacionamentos e costumes franceses(além do meu curso é claro).
Apenas peço paciência quanto a acentuação tendo em vista que o teclado francês não possui acento agudo. Voir à la, le première:


O Avião
Enquanto via o rio(o de janeiro) ficar distante pensei um pouco sobre o dia. De acordar cheio de preguiça e pensar se não seria melhor mudar a viagem para outro dia…De comer a feijoada deliciosa da mãe com vontade, de olhar a expressão interessante em seu rosto(uma expressão que desconhecia apesar de conhece-la a mais tempo que qualquer pessoa), uma expressão que provavelmente apenas as mãe possuem, decifrei um pouco de orgulho, preocupação, saudade e é claro, amor…De sair numa hora supostamente com pouco fluxo de veículos e ficar engarrafado na linha amarela… De ficar tenso no aeroporto pelo atraso… De despedir dos meus amados no aeroporto e ver em cada rosto uma expressão diferente e sincera.
Meu Pensamento é interrompido pelo cheiro forte de comida, “pasta” imagino. Acertei.
– steak, s’il vous plait.
Escolhi a carne que veio acompanhadas de queijo, legumes e sobremesa. Escolhi um vinho tinto como bebida, em verdade queria provar também a champanha e o vinho branco, mas deixei para depois.
Do mais a viagem seguiu tranquila, cheia de brasileiros; meio-brasileiros e franceses a bordo. A cada momento a tela coletiva do AirFrance mostrava a distancia assim como a imagem de satélite do caminho percorrido. Meu primeiro dia chegava e pela primeira vez ficava nervoso.
Vi a cidade luz através de algumas nuvens, tentei ver algo famoso, mas reconheci nada. O avião pousou, casaco, violão e sorriso no rosto. Estava eu em paris e eis que eu digo as primeiras palavras em francês quando passo pela comissaria:
– bon voyage monsieur;
– merci, bonjour madame.

(Ainda estou sem computador, logo ainda é dificil colocar fotos. Logo que puder coloco)

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Amanha, França, Orleans.

Parto a terra de Joana. E tenho no pensamento muitos rostos que gosto tanto, situações peculiares e sensações familiares. Penso coisas mais imediatas e de resto quase nada.

Tudo definitivamente é misterioso.

Claro que não falo do mistério desvendado pelo Google, wiki e companhia. Falo do que realmente importa, da surpresa que as cidades desconhecidas nos proporciona, das sutilezas e leis unicas que apenas a experiência imersa no ambiente nos faz aprender e lidar.

Amanha digo até logo ao Rio, a mamãe e aos tantos carinhos que recebi por esses dias.

Agradeço, vigio e oro.

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Californication

Hank - O escritor que não escreve!

Algumas vezes sentei na cadeira decidido a escrever sobre essa série de TV americana, mas resito diante do desafio de falar sobre algo que não me julgo maduro como gosto, como já fiz antes com Into the wild(hiperlink). Mas farei por querer compartilhar algo precioso com vocês.

Hank(David Duchovny) é o personagem principal. Escritor em crise depois de escrever ótimos livros não consegue escrever nem “um predicado”. O artista vive na California e tenta desesperadamente reconciliar com sua mulher – essa a qual é perdidamente apaixonado – e filha.

Em meio a personagens loucos, depressão, muito sexo e bebidas Hank tenta retomar sua carreira de escritor e reconquistar sua família. A série mostra o mundo a sua visão, o que é delicioso, diferente, promíscuo, reflexivo e engraçado. No meio de tantas películas vazias que nos entregam todas as informações mastigadas e superficiais, Californication é um alívio ao intelecto, uma boa reflexão dos nossos relacionamentos, um soco direto nos moralistas e  hipócritas.

Primeira temporada sensacional. Segunda temporada fraca, mas com bons flashes. Terceira temporada voltando ao bom ritmo da primeira com ainda mais erotismo prometendo uma inesquecível quarta temporada. E para completar uma trilha sonora com o melhor do rock psicodélico, clássico, folk e algo de grunge.

Fica abaixo alguns trechos da série que eu gosto:

“Algumas coisas que aprendi nessa vida louca: Um: Acordar com uma pessoa estranha é melhor que uma noite sozinho.Dois: Não vou entrar pra história, mas vou entrar na sua irmã. Três: Enquanto lá embaixo, seria bom ver alguns pêlos. Não falo de um mato estilo anos 70. Apenas algo que me lembre que estou chupando uma adulta. Mas a grande pergunta é: “Por que a Cidade dos Anjos(Los Angeles) está querendo acabar com suas mulheres?”

“Wine is fine/ but whiskey’s quicker”

Rome is burning, he said as he poured himself another drink, yet here I am knee deep in a river of pussy.

Here it comes, she said to herself, another self-centered whiskey soaked guy talking about how fucking great everything was in the past and about how all us poor souls born too late to see the whatever or snort the good coke they had at Studio 54. How we all just missed out on practically everything worth living for, and the worst part was, she agreed with him. Here we are, she thought, at the edge of the world, and all of us are so desperate to feel something, anything that we keep falling into each other and fucking our way towards the end of days.

“Aqui estamos,” ela pensou, “no fim do mundo, no fim da civilização do oeste… e estamos todos tão desesperados para sentir algo… qualquer coisa, que caímos uns nos outros… e fodemos nossos caminhos ao longo do fim dos dias.”



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Virando a Página

Grupo Original... Faltou a Li.

Reflexão

A leitura de um livro sempre nos trás algo e por vezes algo forte e edificante. Estou aqui refletindo sobre o milagre da criação, sobre o amor, a grandeza da humildade e da fé.

Diante dos pertences vejo meu all star e lembro por todos os lugares que estive com ele, de quando ele ainda estava limpo e de como eu o adoro por poder usar em qualquer ocasião de jogar futebol em lima, subir no chão de borracha do bondinho, andar pelas ruas sujas da lapa a futuramente descer no Charles de Gaulle.

Visualizo meu amplificador e violão lembrando de quantas pessoas ele me ajudou a penetrar seja em corpo ou mente. Ajudando a quebrar barreiras e facilitar o contato tão prazeroso.

Penso em mamãe no quarto e é impossível não me emocionar com o seu amor tão incondicional e intenso. Aquele amor maternal que consegue ter a melhor mistura material e espiritual. E nos meus pais com uma coisa só, como base de tudo.

Olhando aos céus penso-sinto Deus. Na sua misericórdia. Sem julgamentos ou qualquer vínculo intencionalmente religioso, filosófico ou qualquer crença externa. É simples, humilde e natural. Meu pensamento decodificado ao máximo para ser primitivo.

O FIM DO PRIMEIRO MOCHILÃO

Findo aqui uma história de três países preciosos – BOLÍVIA, CHILE E PERU. A experiência adquirida foi algo muito além das expectativas e diante disso não me sinto ainda com maturidade a ter conclusões sobre a viagem. Preciso, mais do nunca, de mais. Aprendi que todo homem deveria ter oportunidade de fazer isso. Mas viajar simples, em contato com natureza e principalmente buscando viver como e/ou com os locais. Em fim como mochileiro. E não ver isso como um luxo e sim como uma necessidade moral, espiritual, um pouco material e bastante profissional. Como um grande e maravilhoso investimento.

E longe de ser o fim, começo uma nova viagem e já possuo outra também em mente. Chegou a ora de desfrutar do velho mundo, porém isso fica para o próximo post.

Aos que leram muitos posts, os que leram poucas linhas e aos que apenas olharam as fotos(não vão ler isso, rs), meus sinceros e carinhosos beijos e abraços.

À bientôt!

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O QUE LEVAR NA MOCHILA ?

A mochila

Aircontact 60+10 SL - Deuter - Feita de acordo com a anatomia feminina e é mais leve.

A mochila é sua grande companheira e no caso de viajar regularmente é interessante ter uma ótima mochila. “Mas Yuri, sou pobre e não posso comprar uma mochila caríssima”. Calma, calma. O importante é escolher uma mochila que resista ao desgaste da viagem e o resto é secundário. A mochila precisa:

– Ter boas costuras para resistir a fadiga, tensões e chuva;

– Ter ajustes, regulagens e ser confortável ao corpo;

– Tamanho 55 a 65 para mulheres e 65 a 80 para homens.

– Ter uma capa de chuva.

– E as mulheres devem escolher mochilas próprias para elas ou escolher uma que fique bem confortável.

As melhores mochilas vão ser melhores nesses quesitos.

Qual mochila?

Symbium 4 - Quechua

Eu comprei o modelo Quechua Symbium 4 que é top de linha. Aqui está uma ordem de grandeza das marcas que testei pessoalmente e claro, não sou nenhum especialista(apenas mochileiro):

Quechua – Trilhas e Rumos<kailash < Curtlo< Deuter- north face (ordem crescente ->)

Tem a columbia, lafuma e equinox que ouço falar bem, mas nunca testei. A nautika é ruim pacas.

Se tiver como, invista numa boa mochila. Com uma Curtlo o peso nas suas costas será atenuado e isso depois de um tempo é impagável entre outras coisas. Se não puder, comprem uma trilhas e rumos que aguenta bem o tranco.

Agora, não recomendo comprar essas mochilas baratas de 70 reais. Elas não aguentam nada e vão te deixar na mão na pior situação. Já acampei com mochilas improvisadas e até com uma antiga de notebook que fazia varias gambiarras. Usei e deu tudo certo. O problema é o risco de dar merda e o desconforto que você vê menos em alguns dias de acampamento e sente muito em um mês de viagem.

Onde Comprar e quanto custa ?

Mochila Crampon 72 Tech - Trilhas e Rumos

O preço varia muito do lugar. O Brasil, como vocês bem sabem, é um pais fdp e é único das américas com material de mochilão estupidamente caro. Mesmo assim há opções:

– No Rio de janeiro(onde moro) há algumas lojas razoáveis como a Montcamp, a subsub e outras poucas. É a alternativa mais cara.

– Em São paulo já é bem mais viável: há muitas boas lojas e inclusive a declathon que é o melhor custo benefício aos novatos de mochilão.

Comprar online: É o melhor negócio a se fazer no Brasil, compre online o que puder.

Peça a um amigo que esta viajando: Comprei minha mochila de um amigo que vinha da frança e custou 250 reais, aqui custaria uns 800 reais.

Compre na viagem: Como eu falei, todos os países hermanos têm material mais barato que o nosso. Deixar para comprar lá é boa idéia. As cidades mais famosas como boas muambas são La Paz e Assunción.

Vai o link do site treekking Brasil com lojas que vendem on line. A faixa de preços está entre 300 a 800 reais no Brasil.

O que levar ?( América do Sul) Continuar lendo

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Lima – Fragmentos 2 de 2.

5 –

(…) Alexandra havia voltado e aproveitamos para ir numa praia a uma hora de Lima. Os ônibus eram minúsculos e eu mal cabia neles(os peruanos são baixinhos). A estrada é tranqüila e pegamos dois ônibus comuns gastando algo como 2 reais. Como é bom conhecer um local!

(…) Punta Hermosa é um lugar de veraneio, muito bonito e semi-desértico. A praia era linda com ondas sensacionais. Ficamos ali curtindo um cafuné e o clima perfeito do mar.

(…) Além de álcool também era proibido levar cachorro na praia. Vi um local brigar com um guarda por estar com seu labrador. “Usted puede llamar a la policía, su madre e o padre. Mi perro se quedará conmigo aqui”.

(…) Despedi-me da Ale e foi engraçado porque fiquei um pouco comovido, dei um forte abraço e ela parecia uma estátua de sal. Brinquei com ela falando da frieza e ela: “I know I have Peruvian blood but in the end I am Swiss, sorry dear”. Dei um beijo carinhoso em seu rosto e peguei o ônibus.

(…) Chegando a noite no hostel escrevia freneticamente, bebendo cerveja e olhava as pessoas. Fazia isso deitado nos pufes pensando no que seria meu blog, nas primeiras histórias, nos personagens, no que iria botar e o que definitivamente não iria. Lembrava de todas os lugares e pessoas. Descobri como é gostoso escrever e viajar na reflexão da escrita. Era o começo real da história contada nesse blog.

(…) Dei uma pausa e fui ao bar pedir mais uma quando sou parado por um gringa querendo ver meu caderno com capa de couro e desenhos em alto-relevo inca. Sento com o grupo dela e quando vi já estava contando a minha viagem para eles e falando do meu blog. Eles chegaram à America do sul no mesmo dia que eu cheguei a Lima. Achei engraçado eles só buscarem contato depois de dias que eu estava no hostel. Entendi (um chute apenas) que eles, robóticos, precisavam de um tempo para me absorver ao contrário de um brasileiro, peruano, argentino ou australiano.

(…) Percebi que uma gringa americana sorria diferente e estava com os pés próximos aos meus. Conversamos um bocado e ela é do tipo loira tradicional do Texas, bonita, bem magra e branca pacas. Achei engraçado o jeito dela forçando uma barra para se mostra diferente, Cult e não-america “Yuri, I love Barack Obama”. La para as 9 os amigos delas iam para uma boate e ela me chamou. Pensei um pouco, estava cansado do dia na praia e eu sabia que era só mais um rosto bonito. Recusei, expliquei a ela e joguei:

– You can stay here with me and I am sure that you will like my sweet words.

Ela respondeu algo como as coisas não funcionam assim e eu falei que estávamos viajando, ela era maior e obviamente estava rolando algo bom ali.  Aproximei-me um pouco e roubei um beijo bem correspondido. Achei estava tudo bem quando ela se solta e diz que eu tinha que ir com ela ou nada. Fiquei confuso com a atitude dela, que vontade de ir numa boate rs. Suspirei um ok, dei as costas e fui dormir. A essa altura do campeonato mais uma mulher maluca, prefiro minha cama.

6 –

(…) Recebi a confirmação do avião para o próximo dia e esse era meu ultimo em Lima. Aproveitei para ver o mar pela ultima vez, comprar as ultimas muambas e despedir dos amigos do loki.

(…) A gringa doida veio me pedir desculpas (veio com um discurso muito estranho que eu apaguei da memória no mesmo segundo) e ia pegar um ônibus depois do almoço. Almoçamos juntos e consegui deixar ela com um pouco de cor até ela pegar o taxi.

(…) Estava muito tranqüilo, entendia bem aquele término e era incrivelmente gostoso saber que no outro dia iria voltar ao rio. Ver minha mãe, comer feijão, beber um café decente e o principal, enfrentar a vida com todo o aprendizado obtido na viagem.

(…) Nisso escrevia pacas até ser abordado por um cara que leu o caderno e gostou muito. Ele era australiano e acabei entendendo a fama desse povo. No mundo mochileiro pelas Américas, os brasileiros seguidos dos australianos têm a fama de serem os mais sociáveis e bagunceiros. Quatro cervejas depois éramos melhores amigos. Ele é uma figura, analista financeiro que ficou cansado dos números e decidiu viajar durante um ano com seus 30 anos. Já havia conhecido bastante coisa, inclusive ficou 4 meses no Rio de Janeiro e era apaixonado por uma brasileira. “Lá meu amigo, eu descobri o que é a vida e o que é o amor”. Convenceu a ir numa boate do Miraflores e fui. Botei o manto e curtimos a boate. Miramos duas chicas lindas e rapidamente já estávamos com elas. Depois não lembro bem, mas sei que uma delas me levou para outra boate, uma só com peruanos no meio do nada em um subsolo(os locais são os melhores!).

(…) Acordei sem lembrar de nada com a roupa do corpo no hostel. Lembrei do vôo e felizmente ainda tinha bastante tempo. Tomei café e fui recordando. Depois mala no taxi e meu amigo australiano iria até aeroporto comigo ir para Colômbia.

(…) Do nada apareceu um americano conhecido num taxi com umas peruanas trêbado, veio até mim, deu-me um abraço e disso: “thank you dude, last night I fucked those girls because of you. You are awesome!” Deu 50 dólares e foi embora. Até hoje não lembro que eu fiz(será que virei cafetão)((podia ter cobrado mais caro))(((em euros)))((((Porra Yuri!))). Hauhauhauhauh.

(…) No taxi olhava o pacífico e pensava na louca viagem. Até o final me mostrando que a vida é algo inestimável. Estava cansado, extasiado e calmamente Feliz. Era o fim daquela história e enquanto andava pelo corredor de desembarque do Galeão agradecia com todas as minhas forças, sentindo um arrepio indescritível e apertando com força minha mochila, ao cosmos pela experiência. E por fim, estava em casa.

Punta Hermosa

2

Alexandra e eu.

4

5

6

Brasil, Austrália e Peru.

GAME OVER!

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