Marseille

Noite fria pacas!

Marseille foi a cidade menos francesa(como nos filmes) que eu vi até agora. Com aquela mistura de praia, centro histórico e apartamentos médios a beira mar. Uma cidade com clima bom, mais leve na expressão das pessoas e mais pesada em relação ao maior nível de marginalidade.

Fiquei no apartamento do meu bom amigo Antonio e logo depois chegou outro dos antigos, o Henrique. Todos temos em comum a origem carioca, o curso que nos influenciou consideravelmente(roquette ime/ita)((e me transformou num semi-nerd)), a UFRJ e o amor pelos automóveis. Apartamento enorme, daqueles antigos com uns 5 metros de altura, bar, 4 quartos e pedindo, implorando por uma festa. Claro que nunca acontecera pois 3 franceses que moram la mais o amigo que apesar da grande vontade, ainda não esta dos mais ariscos.

La botei o papo em dia com eles, falamos da frança, experiências e claro da violência do Rio de Janeiro. Que estava explodindo na época com a invasão da vila cruzeiro e do complexo do alemão. Estar longe é ruim nessas horas, salvo algumas experiências bizarras sempre fui muito tranqüilo em relação a violência no rio, pois aprendi desde cedo que se você se estressar, acabara sendo consumido pelo medo e em seguida pelo pânico. Mas imaginar minha família em risco e ver as imagens trágicas com blindados e mortes me causou um pouco de aflição e impotência.

Andei pelo bonito centro cheio de historia de guerras e piratas. Com fortes construídos uns sobre os outros, enseada daquelas de filme com monastérios, palácios e parques colados a costa.

A noite saímos e novamente me decepcionei com a noite francesa na ville. Seus pub-bares com mais homens que mulheres e no jeito meio tchola Frances. Pelo menos os lugares eram todos bonitos, com decorações incríveis.

No outro dia procuramos almoçar em um kebab. Aqui na frança e de certa forma em muitas partes da Europa o Podrão é o restaurante árabe. Onde você come bem, a higiene é duvidosa e o preço é entre 4 a 6 euros. Baratíssimo para o velho continente. Comemos numa pizzaria tunisiana toda azul com decoração bizarra e divertida. Ótima pizza, pessoas diferentes e algumas no estilo de gangue mulçumana.

Na ultima noite era a festa de gala da école centralle marseille. Não foi nada supremo, mas foi de longe a melhor festa francesa até agora. Depois de 3 copos do bom wiskey escocês me sentia o todo poderoso com meu terno. Estava feliz com meus amigos, a musica era razoável e as meninas-mulheres também. Matei a saudade confraternizando com uma carioca marrenta da zona sul(ouvi-la me chamando de rapa foi ótimo), conheci o mundo e voltei a frança numa representante bonita da cidade. A ilusão do álcool me deixou no automático e lembro das boas partes somente. Dança, dança, beijo, mão boba, sorrisos, eu no ônibus falando besteira, eu sendo carregado pela rua e acordando querendo mais 5 minutos, mas o trem não espera.

Um amigo queria uma francesa(na festa) e ficou focado nisso. Acabou não aproveitando bem a festa, ficou cabisbaixo e tenso. Já fiz muito como ele e hoje em dia acredito que a festa é para aproveitar ao Maximo sem se importar com as adoradas fêmeas. Sempre alerta a qualquer movimento de cochas e pronto a qualquer canalhice salutar, porém nada disso deve ser foco, pelo menos não funciona bem comigo. Prefiro relaxar, beber um pouco, conversar com todo mundo e ficar na espreita. Ainda mais com um povo tão ruim de onda como o francês.

No final Marseille foi terapêutica para mim. Falar em português em grupo, ver o mediterrâneo, sentir o cheiro de mar, ver meus amigos, curtir uma festa e dar uns beijinhos. Foi leve e gostoso!

Pronto para as fedorentas! rs

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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