Paris 1 – Notre Dame, Metro, Salão do Automovel e boa compania

Paris

 
 
 
 

Notre Dame

 

O trem entra nos arredores da cidade repleta de fabricas enquanto o complexo ferroviário se expandia colossal. Desço junto ao meu novo amigo, o brasileiro que estuda comigo vindo do mesmo projeto, mas de outra cidade(Aracaju). Felipe com seus 20 e poucos é grande, um pouco desajeitado e gentil como poucos. Apos uma breve explicação do metro da cidade(que é como uma teia de aranha e exige uma reflexão ao bom uso do mesmo) e alguns alertas sobre lugares perigosos do simpático senhor Frances, descemos o metro da gare(estação) Austerlitz. Era esquisito, sujo, fedorento e cheio de propagandas( totalmente dentro da idéia underground). Já no vagão percebi o que é paris nos dias de hoje. Uma total miscelânea, ainda mais radical que no Rio de Janeiro, com muitos idiomas falados(para quem quisesse ouvir), cores e vestes. Serviço eficiente e chegamos rápido a um dos cantos do anel da cidade. Subimos vimos uma cidade suja, barulhenta e cinza. Pensei comigo mesmo,”estamos no arredores”. Não pude disfarçar, precisei usar o mapa da cidade como um bom forasteiro que era e não tive grandes dificuldades depois de gastar uns 5 minutos analisando-o. Andamos um bocadinho com o sol tarde proporcionando um calor considerável, comercio feio, apartamentos, ruazinha bonita, um café charmosinho, outra subida e chegamos ao hostel D’artagnan. Check in, 10 euros e claro não pude deixar de lembrar da minha ultima viagem visitando tantos hosteis salvo as diferenças como o tamanho(bem grande), simpatia dos funcionários(ali, nenhuma) e higiene(por que tem europeu que fede tanto?).

Deixamos nossos trouxas la, Felipe foi ao jogo França e Romênia enquanto eu preferi andar pela cidade(já vi muito futebol para essa encarnação). Então em vez de pegar o metro, andei da periferia até o centro histórico guiado pelo mapa e pela curiosidade. Percebi como paris é selvagem e cinza. Cheia de lojas árabes, africanas e com as pessoas andando mais misturadas nas ruas. Algo que não tinha visto nos lugares pequenos. Ali negros, árabes, brancos e até asiáticos se misturavam um pouco. Muitas lojas de roupas usadas, padarias, lojas semi-chiques com roupas extravagantes e mulheres conversando excitadas pela vitrine. Cheguei a Place de la Nation e vi o dourado obelistico ao lado do teatro de opera. Continuei andando já entardecendo e vi o bonito relógio da Gare Lyon com seu restaurante ultra mega chique onde muitas mulheres recompensariam com um ano de noites de amor aos companheiros que as levassem a um jantar ça. Andei mais um pouco, podia sentir um pouco a umidade e alguns jardins e arquitetura antiga mostravam-me que estava perto do rio. Porém antes, passei pelo Place de Voges. Que é uma antiga construção real formada por um quarteirão quadrado com um lindo jardim no meio. Ele já estava fechado mas adorei o lugar onde tudo era diferente do que já tinha visto. Ainda assisti um show de rua maneirissimo com dois violões, uma panderola e 3 vozes. Senti-me feliz ali, falei um pouco com os músicos alemães, vi uma escultura grotesca num atelier de bruxo e parti para encontrar o grande rio. Como fiquei contente quando vi o rio Sena no final do entardecer. Muitas pessoas aproveitavam suas beiradas para se agrupar de alguma maneira enquanto viam os barcos turísticos, diferentes e engraçados passando. Nos 10 minutos que fiquei ali parado na ponte vi de tudo: barco do casamento grego, de festa de criança, de festa chique, de festa chique cult, de turismo simples e os ultramegamodernos. Em seguida entrei numa ilha do rio que era uma graça, ali apesar de ainda um pouco sujo, já era uma área bastante turística, menos barulhenta e poluída. Os prédios eram sensacionais, charmosos com muitos restaurantes e ateliers. Tal lugar daria para outra ilha ainda mais famosa, talvez a ilhota mais famosa do mundo. A Notredame foi a primeira construção que realmente me deixou com um tesão incrível por Paris. Enorme, iluminada e rica em detalhes. Não entrou para o top das minhas viagens, não sei bem porque, mas não foi como chegar em Ilha Grande pela primeira vez.

Dessa vez já estava no coração turístico da cidade:

– shows de rua com teatro acrobático, comedia, apresentação afro(varias), mágica(varias) e a mais impressionante de todas, uma dança árabe em meio a tapetes vermelhos e 3 bonitonas fazendo uma espécie de dança do ventre com flamenco e polidance juntos(dei 50 cents)((raramente faço isso))(((elas mereciam))).

– ruas com muitos tipos de pubs, bares e sebos. Sendo esses todos interessantíssimos e temáticos: mexicanos, gregos(o podrão europeu), árabes, americanos, franceses(hehehe), pub estilo gogogirl, estilo rock, estilo sou executivo descontraído, estilo playboy e muitos estilo quero sexo.

– Legal ver as tribos de jovens com todos os estilos destacando a bagunça que os mesmos faziam derrubando lixeiras, subindo nas estatuas e botando carro com som alto pacas na frente da policia visivelmente puta.

– Fui nuns sebos e adorei os preços de 50 cents a 3 euros. Ótimas ilustrações e um livro mais interessante que o outro. Estava cheia e fiquei ali até fechar. Rendeu uma versão especial do Manga Akira e o livro Le homme sans tête(O homem sem cabeça literalmente).

Quis aproveitar a night, mas Felipe se atrasou, chegamos em outra parte da cidade e já era tarde pacas. Só pude ver o final da noite com os casais formados e muitos bêbados fazendo merda na rua. Lembro de uma moça falando “Où est le garçon que ja vai baiser ce soir?”. E logo apareceu o tal com um sorriso de orelha a orelha.

Volto, hostel, cama, sono.

Feira de automóveis

 
 
 

Eu fiz o mesmo.

 

– O centro de convenções Parisiense é como uma pequena cidade, nunca vi tanto carro bonito num dia só;

– Tentei ver as Ferraris e desisti. Para tirar foto ali só com 5 anos de Krav com 3 de Kickboxer e 8 lutas sem perder no ultimate fighting;

– Mini WRC é algo picarestico:

– GTR é divino;

– Depois de uns martelos cruzados, Jabs, shoryukens, jutsos e avadas kedravhas eu consegui tirar foto das malvadas lamborguines e dos fantásticos Porches;

– Finalizando com o momento mais emocionante. Vi o ASIMO(robô da HONDA)((o mais sinistro do mundo)). Mais de 40 anos de pesquisa e mais de 20 milhões em investimento ali na minha frente. Ainda vou trabalhar com isso(ki maligno).

Apartamento de La Nation

De la fomos para o apartamento… Aconteceu antes de irmos ao Salão de automóveis: No domingo me encontrei com a amiga de Felipe que mora em paris. Sempre bom encontrar uma brasileira simpática e com Cinthia não foi diferente. Conterrânea de Felipe com aquele sotaque único e atributos brasileiros que me deixam saudoso. Fomos até o seu gostoso apartamento e conhecemos a outra bonita Sigrid, uma portuguesa que combinava perfeitamente com seus óculos e sua expressão de foda-se ligado no automático(gostei)… Pronto Agora posso voltar a tarde. Voltamos la e já começaram a explorar o carioca aqui a fazer caipirinha. Tinha cachaça(tempo que não sentia o cheiro de uma) e elas foram comprar limão. Enquanto esperava não pude deixar de reparar nos muitos objetos da casa que destacavam as aventuras acontecidas e os objetos que só existem em um apartamento feminino. Também reparei na vista do quinto andar do prédio antigo onde pude ver muitas outras janelas. Voltaram… fazendo caipirinha e conversa jogada fora na melhor das intenções(;-)… Tínhamos pouco tempo e conversamos até o sol baixar todo. Cinthia falou da experiência dela na cidade e senti sinceridade nela. A portuga foi mais enigmática mais também não foi muito diferente. No final gostei muito das duas, do apartamento e do dia. Chegou a hora de partir e eu queria ficar, mas tinham de voltar e como a dona do circo me disse: “Paris estarão sempre de portas abertas para você carioca”. levanto a sobrancelha e sorrio. Que vontade que da em morar e explorar essa cidade.

Minha vozinha me deu esssa maquina e tenho grande apreço por ela, mas definitivamente preciso de uma maquina nova.

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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2 respostas para Paris 1 – Notre Dame, Metro, Salão do Automovel e boa compania

  1. rodolfo disse:

    cara, eu tenho duas maquinas. quer umamaquina minha?
    hahahahahahaha
    saudades, meu caro!
    um beijo

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