Californication

Hank - O escritor que não escreve!

Algumas vezes sentei na cadeira decidido a escrever sobre essa série de TV americana, mas resito diante do desafio de falar sobre algo que não me julgo maduro como gosto, como já fiz antes com Into the wild(hiperlink). Mas farei por querer compartilhar algo precioso com vocês.

Hank(David Duchovny) é o personagem principal. Escritor em crise depois de escrever ótimos livros não consegue escrever nem “um predicado”. O artista vive na California e tenta desesperadamente reconciliar com sua mulher – essa a qual é perdidamente apaixonado – e filha.

Em meio a personagens loucos, depressão, muito sexo e bebidas Hank tenta retomar sua carreira de escritor e reconquistar sua família. A série mostra o mundo a sua visão, o que é delicioso, diferente, promíscuo, reflexivo e engraçado. No meio de tantas películas vazias que nos entregam todas as informações mastigadas e superficiais, Californication é um alívio ao intelecto, uma boa reflexão dos nossos relacionamentos, um soco direto nos moralistas e  hipócritas.

Primeira temporada sensacional. Segunda temporada fraca, mas com bons flashes. Terceira temporada voltando ao bom ritmo da primeira com ainda mais erotismo prometendo uma inesquecível quarta temporada. E para completar uma trilha sonora com o melhor do rock psicodélico, clássico, folk e algo de grunge.

Fica abaixo alguns trechos da série que eu gosto:

“Algumas coisas que aprendi nessa vida louca: Um: Acordar com uma pessoa estranha é melhor que uma noite sozinho.Dois: Não vou entrar pra história, mas vou entrar na sua irmã. Três: Enquanto lá embaixo, seria bom ver alguns pêlos. Não falo de um mato estilo anos 70. Apenas algo que me lembre que estou chupando uma adulta. Mas a grande pergunta é: “Por que a Cidade dos Anjos(Los Angeles) está querendo acabar com suas mulheres?”

“Wine is fine/ but whiskey’s quicker”

Rome is burning, he said as he poured himself another drink, yet here I am knee deep in a river of pussy.

Here it comes, she said to herself, another self-centered whiskey soaked guy talking about how fucking great everything was in the past and about how all us poor souls born too late to see the whatever or snort the good coke they had at Studio 54. How we all just missed out on practically everything worth living for, and the worst part was, she agreed with him. Here we are, she thought, at the edge of the world, and all of us are so desperate to feel something, anything that we keep falling into each other and fucking our way towards the end of days.

“Aqui estamos,” ela pensou, “no fim do mundo, no fim da civilização do oeste… e estamos todos tão desesperados para sentir algo… qualquer coisa, que caímos uns nos outros… e fodemos nossos caminhos ao longo do fim dos dias.”



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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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