Lima – Fragmentos 1 de 2.

1 (…) A capital do Peru fundada pelos espanhóis, que destronou Cusco, é a ultima lembrança forte que tenho da viagem. Cheguei por lá confiante e revigorado depois do Chachani (interlink), porém ainda cheio de dúvidas e sabia do que se tratava, eu estava terminando minha viagem. Ainda podia continuar com meu amigo Marlon que iria continuar subindo o país, mas apesar de não admitir em voz alta eu sabia que estava apenas organizando as coisas na mente para voltar.

(…) Fui direto a um bairro rico da cidade, o Miraflores. Apesar de ter estado em La Paz em dois meses de viagem, era bem estranho ver a cidade grande peruana com todo o cinza, shoppings, barulho e o mais esquisito de tudo, peruanos totalmente ocidentalizados.

(…) Hospedei-me no LOKI(30 soles) Lima e logo quando entrei no meu quarto vi dois ingleses cheirando pó e fumando a mari. A recepcionista sem graça mostrou-me a cama, deixei as coisas por lá e sai para almoçar. Pelas ruas destacava-me ainda mais como estrangeiro. De chinelos, short comum, camisa escura sem desenhos, um cordão inca, ósculos escuros e cabelos semi-afro para o alto. Bom beber a cerveja gelada ali, sentia-me no outro lado do continente e privilegiado.

(…)Liguei para o meu contato por lá. Alexandra atendeu com seu espanhol perfeito e sotaque germânico. Ela é uma suíça – peruana e conversamos pela internet a quase um ano a princípio para praticar o inglês. Ela estava fazendo a viagem de um ano antes de entrar na universidade com seus 18 anos. Calhou de na mesma época ela estar visitando sua família peruana e nos encontramos na praça principal do Miraflores. Lugar belíssimo e o encontro não poderia sair melhor. Caminhamos conversando até a praia e chegando admirei com a forma diferente daquele mar. Era um precipício bem alto e era necessário descer um bocado para chegar a praia. Havia pouca areia escura e o resto eram pedras, ótimas ondas com boa formação de um metro de águas também escuras. O bairro era muito bem urbanizado e bonito. Descemos até a praia e mais uma vez fiquei impressionado por não poder beber álcool na praia. O pôr-do-sol foi fantástico e simbólico.

(…)Decidimos que iriamos até o bairro cultural chamado Barranco. O lugar era um charme com aspecto mais antigo no estilo espanhol moderno. Havia muitos bares e boates. Legal ouvir os vários tipos de música latina destacando o engraçado e divertido reggaeton e a salsa(que vi muitos ótimos dançarinos). No final da noite fomos até o mirante num cenário mal iluminado onde ficamos colados com o mar, a paisagem e o banco de madeira.

2 (…) O segundo dia se destaca por ter conhecido o centro de Lima com Marlon, Alexandra e outro amigo peruano Giovane. O centro foi o destaque da cidade, com prédios no estilo colonial muito bem conservados, bonitos e ricos. E tenho que destacar as mais belas praças que já vi. Enormes, diferentes, coloridas e seguras. Fiquei pensando comigo mesmo por que o Rio de janeiro não consegue conservar suas praças tão bem quanto os peruanos.

(…) Depois fomos até um shopping construído na base de um complexo de prédios comercias. Ali fiquei um tempo admirando os Peruano de todas as cores, cabelos e roupas possíveis no ocidente. O peruano que havia visto ainda era pouco misturado, ainda com o semblante inca, ainda vestido de maneira peculiar. Ali, na praça de alimentação comendo sanduíches americanos não vi peruanos, vi ocidentais.

(…) Vi Avatar 3D com Alexandra e perdi algumas cenas. Também perdi outras cenas depois do filme.

3 (…) Terceiro dia aproveitei o bom tempo e tomei um banho de mar com meu amigo Marlon, conversamos sobre coisas importantes, realizações e a viagem. Mais uma conversa enriquecedora e cada vez penso, concluo que essas conversas foram tão importantes quanto a própria viagem.

(…) Marlon arrumou um violão para mim, matei um pouco a saudade e chamei a atenção do barman peruano que passou a ser um amigo depois disso.

(…) Na noite conhecemos 3 argentinos gente boníssima. Mais um monte de histórias trocadas, Paqueras com chilenas e despeda do amigo Marlon que iria continuar a viagem encanto eu ia tentar pegar um avião.

4 (…) O quarto dia dediquei a comprar minha passagem e tive um tanto de dor de cabeça com toda a burocracia internacional. Acabei por saber que ia ter que esperar mais dois dias para partir. Não podia reclamar, pois tinha dinheiro para ficar bem, o lugar era bonito e havia pessoas interessantes, porém havia um sentimento pesado em mim. Acho que entendi um pouco como é ficar exilado. Pena que não tenho tanto talento para escrever um livro.

(…) Passei o dia com os gringos que havia feito amizade. Eles eram na maioria engraçados, havia exceções, porém a maioria era um tanto introspectivo e de humor mais comedido. Convenci-os de sair do hostel e ir até a praia. Depois sinuca, conversa sobre futebol e Rúgbi.

(…) Viram que eu era brasileiro e foram até o meu quarto me chamar para jogar futebol. Aceitei e tenho que dizer, joguei bem. O negocio é que quem me conhece sabe que eu jogo futebol como um macaco leproso, aidético com catarata. Mesmo assim foi o suficiente para dar ovinho, uns comes e fazer gols. Tirando um inglês, outro irlandês e um peruano(todos do meu time) o resto era deplorável.

(…) Depois do futebol os gringos bebem gatorate e energético. Quando eu comprei uma cerveja eles ficaram confusos. Ai eu expliquei que depois do futebol no Brasil rola cerveja e churrasco. Tinham que ver a cara deles hehehe(WTF!).

(…) Na noite cheguei no bar para sinuca e cerveja. Aproveitei para escrever também. Senti uns olhares femininos mais estava sem vontade alguma pensando no meu vôo.

DEIXAREI AQUI APENAS ESSAS FOTOS DO BAIRRO MIRAFLORES E DEDICAREI UM POST PARA O BELÍSSIMO CENTRO DE LIMA.

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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