LA PAZ – CHEGADA

LOKI (FOTOS NO FINAL)

Cheguei as nove e meia na estação de La paz, cansado da viagem e confuso com movimento frenético dos ônibus. Rapidamente pegamos (eu, Gustavo Alpaca e as duas brasileiras que encontramos na Isla Del Sol) um taxi deixando combinado dele nos levar até acharmos um hostel. Chegamos até o the point que estava lotado, então descemos no Hostel Áustria. O taxista então aplicou o golpe de cobrar duas vezes o valor da corrida porque ele nos levou em dois lugares. É claro que reclamamos, discutimos e xingamos, mas estávamos muito cansados para insistir com a discussão e acabou que eu paguei um pouco menos que o dobro. Novamente eu digo, na Bolívia principalmente sempre deixe tudo acertado antes, fala 3 vezes com o ignorante para evitar discussão depois. No final é parecido com o Rio de Janeiro onde os comerciantes pensam que é vantagem explorar desonestamente o turista ignoram a má imagem que se deixa. Então ganham um pouquinho a mais no curto prazo e perdem muito a longo prazo(ou seja, imbecis completos).

O Hostel é bem grande, no centro comercial confortável e com todas as coisas que um hostel de 25 bolivianos pode proporcionar. O clima lá é mais familiar e não é propício a uma agitação. Lembro da boa ducha que eu tomei lá, bem quente depois de alguns dias tomando banhos precários.

No outro dia acordei querendo tomar logo outro banho e sai pela rua para comprar um sabonete. Quando sai percebi que estava num ambiente que há mais de um mês não experimentava, o de uma grande cidade. Todos de terno, social, sisudos, alheios a minha presença alienígena com minha calça sintética preta, camiseta, chinelos, cabelos despenteados e a cara mais desleixada do mundo. Comprei o “jabón” e voltei sorridente para o quarto. Lá recebi a péssima notícia: havíamos esquecido o violão no ônibus na noite anterior. Acho que pela primeira vez na viagem (na verdade a segunda) fiquei realmente puto. O violão estava com o Gustavo e no final das contas ele esqueceu, porém eu sabia do problema dele em esquecer coisas e temia por isso. E para piorar a brasileira ainda veio sacanear pela perda (tive que concentrar todo o meu interior zen para não esganar a infeliz). Fiquei resmungando o resto do dia, mas decidi deixar para lá afinal o violão já tinha ido. FOTOS NO FINAL!


Depois encontramos nossos amigos no Land Rover hostel. Mais gritaria, abraços e beijos. Ta ai um ótimo hostel, bonito e com tudo. De lá saímos para fechar os passeios e vou resumir a partir de aqui por falta paciência e memória:

(…) Andar pelos ruas de La paz é uma experiência única. Mistura de cidade grande, grandes ladeiras(aja perna), trabalhador executivo, operário, miserável. Igrejas evangélicas, bolivianos emos, tradicionais, punks. Transito caótico e mais confuso que o do Rio de Janeiro.

(…) Na rua Sagarnaga existe o Mercados das Bruxas onde há o famoso artesanato boliviano e o também famoso comercio de especiarias de macumbas e outras bruxarias maneiras. Coisas como filhote de lhama mumificado, cabeça de animais, ossos, bonecos estranhos, pedras, estatuetas, mascaras, pós, líquidos e remédios caseiros para tudo. Desde um simples resfriado até a cura da impotência. O artesanato é bom mais não é tão barato como falam. Como eu já disse, achamos no peru, tanto em Cuzco como em Arequipa, um artesanato de melhor qualidade pelo mesmo preço.

(…) Na Sagarnaga também tem as agências dos passeios. Fechamos Down Hill de bike na Estrada mais perigosa do mundo, a estrada da morte. Deu uns 320 bolivianos, o que é um preço médio para o passeio. Decidimos investir melhor no aluguel de boas bikes já que o caminho é perigoso. Vi preços desde 200 a 700 bolivianos para o passeio. Também fechamos o passeio a Chacaltaya + vale de La Luna bem barato, não lembro o preço agora.

(…) De tarde fechei com o Gustavo de ficar no Loki Hostel e despedi-me das duas brasileiras que foram para outro hostel. O loki é famoso no mundo mochileiro principalmente por ter boas festas. O hostel é um casarão antigo colonial bem bonito com muitos quartos, bons banheiros, sala de descanso, internet, bar com telão e uma cozinha precária. As festas são boas, mas vindo eu de Cuzco estranhei o ambiente por lá. Onde os gringos ficam isolados entre eles sem fazer questão alguma de fazer a gostosa troca de culturas. Achei isso um tanto babaca e acabei por conhecer menos gringos lá e concentrando minha atenção nos brasileiros e hermanos.

(…) Outro perigo no loki, principalmente em La Paz é ficar vidrado nas festas de lá e não sair para as noites da cidade, onde existem boas festas e mais baratas.

(…) De noite foi o aniversário da Renata, figuraça gaúcha que me acolheu bondosamente em sua casa em POA no começo da viagem e entre trancos e barrancos viajou no grupo dos 8 em que tive mais convivência. Lembro sempre dela falando com paixão das coisas em que acredita, chamando o Gustavo de mongolão, insistindo no dialeto gaúcho, vestindo a camisa do grêmio com orgulho e abraçando todo mundo com um carinho só dela.

(…) A festa foi no Land Rover e no Loki regado a muita cerveja, drinks, risadas, besteiras, música e gente nova caindo do teto. Rendeu boas fotos onde eu, Renata e Gustavo subimos no bar e colocamos a bandeira do Brasil para o alto. No final lembro de eu e Alpaca dando em cima de umas argentinas que não lembro o nome e acabando a noite numa suíte de teto branco.

 

Mostrando o que é importante.

G7

FESTA!!!

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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