ESTRADA – COPACABANA – LA PAZ

(…) Chegamos a tarde em Copacabana com o sol castigando nossas cabeças e a praia estava muito bonita e brilhante. Entendi melhor o encanto que aquela região causou a muitas pessoas.

(…) A cidade estava em festa. Era o carnaval deles de 3 dias. Vi muitos bolivianos vestidos de terno, senhoras vestidas como uma espécie de chola formal e crianças vestidas como colegiais formais correndo e soltando meleca por todo o canto. Todos bêbedos ou chegando lá, sorridentes, dançando um reggae-folclórico-ton e até um tanto safadinhos com selinhos, umas apertadas discretas e aquele papo gostosamente imoral aos sussurros no ouvido.

(…) Havia boas vendinhas de artesanato e comprei minha flauta indígena(20 bolivianos). Linda e foi mais um instrumento que guardei da viagem. Alias com dinheiro voltarei a Bolívia e comprarei todos os instrumentos fantásticos e baratos das lojas.

(…) Deixei um recado para o povo no email e informei da nossa ida. Depois provei o melhor prato da viagem, a truta do Titicaca. Nossa! Deliciosa! Em Copa eu aconselho, comam a truta do Titicaca.

(…) Foi uma luta para conseguir passagens. Por causa do carnaval havia poucos ônibus com vagas e a maiorias dos motoristas estavam enchendo a cara na festa. Depois de esperar umas duas horas no ônibus, ver varias pessoas tendo que trocar de veículo, confusão na venda de passagens e lembrar novamente que estava na maravilhosamente tumultuada Bolívia, conseguimos partir.

(…) Conhecemos duas senhoras que nos adotaram. O marido de uma delas era diplomata da embaixada brasileira em La paz. Ela nos contou tudo sobre a cidade, das melhores lojas, passeios, os lugares perigosos, os cuidados e de sua relação de amor e ódio pela cidade que segundo ela é a mais louca que ela conheceu na sua vida de viagens com o marido. Pessoas como ela são a parte mais gratificante da viagem, você percebe que o mundo ainda possui gente boníssima.

(…) As estradas até La paz são razoáveis e bem escuras passando por muitas montanhas e contornando o Titicaca. Uma parte tensa e engraçada do caminho é um lago que temos que atravessar. Primeiro o ônibus para num breu e ninguém nos informa nada, simplesmente todos começam a sair do veículo e graças a Deus nossa mãe emprestada nos informou que pegaríamos um barco de passageiros e o ônibus atravessaria vazio numa balsa. Pagamos 2 bolivianos pelo barco que é uma lancha para umas 8 pessoas que eles enchem com umas 20. Não há luz no barco, a maioria fica em pé e a fumaça expelida deixaria o capitão planeta com câncer. Depois de meia-hora onde eu ria (mais mochileiro impossível) da missão e conversava alegre com um suíço que não tirava seu olhar nervoso do rio escuro. Chegamos e enquanto esperávamos nosso ônibus chegar encontramos um grupo de brasileiros simpáticos. Trocamos varias idéias e a conversa ia indo muito bem até que percebemos que eles tinham vindo de La paz e que o ônibus deles devia estar atravessando o rio. Ninguém havia avisado que eles deveriam atravessar o rio também. Esplicamos o esquema e eles saíram correndo. Disse para o Gustavo uma frase dita muito na Africa: “This is Bolívia”.

(…) Chegada a Bolívia é estranha até chegar no alto da montanha onde a estrada contorna a cidade que fica literalmente num buraco entra montanhas. É incrível ver as luzes iluminando a cidade do alto dando uma sensação de vertigem única. Há também um cheiro característico e a mãe nos disse com todo preconceito dela que é o fedor de La paz. Até que achei o cheiro agradável.

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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