Cuzco – O violão

Hermanas


Quando lembro do violão em Cuzco, percebo que ele foi protagonista da metade do tempo que ficamos por lá. No primeiro dia imprimimos músicas novas e compramos cerveja na senhora simpática que possuía um armarinho pequeno, humilde, poucos dentes na boca e um cachorro que de tão peludo confundimos com uma alpaca. Levamos tudo ao hostel e lá nos reunimos novamente com as floripanas Luiza, Cecilia e Amanda. Foi bem legal, apesar de começar a sentir a minha voz falhar. Chamamos bastante atenção positiva com a cantoria no hostel. As meninas estavam mais soltinhas e arriscavam alguma performance.
Vem também na memória quando estávamos decididos a mudar de hostel e então convidamos 3 argentinas a nos acompanhar no violão. Elas entraram no clima brasileiro, adoraram as músicas, compartilharam o mate(vicio de todo argentino), outras coisitas, até fizeram questão de aprender uma música brasileira e passar para o espanhol, a “oh chuva” do falamansa, que alias foi sucesso da viagem. Impressionante como todo gringo adorou essa música. Era bonito ver elas cantando em espanhol apesar de bem desafinadas e eu com a voz rouca. O clima que era bom, Gustavo dançava com elas e a música apenas harmonizava tudo. Depois ainda apareceram duas alemãs lindas jantar(estávamos no refeitório) e mal sabia eu que elas também estavam muito interessadas no “violão”(próximo tema). No jantar saímos eu, Edu, Gustavo doidaços e felizes. Lembro de Edu mais doido do que nunca fazendo piada com o cão alpaca que invadiu o restaurante mendigando comida aos clientes e ignorando os pedidos em espanhol “Xô carnero, xô”. A noite, pensei que íamos ficar com as hermanas, mas como eu aprendi, as argentinas são difíceis, apenas curtiram o momento e foram dormir. Fiquei um pouco decepcionado, mas também estava cansado e queria dormir. Foi o que fiz até ser acordado (o próximo).
Alguns dias depois, encontramos as hermanas Manuela, Lu e Nali de partida, decidimos passar o dia com elas que para minha surpresa foi um dia bem agradável. Andamos um pouco por Cuzco onde elas faziam as compras finais e depois comemos uma pizza só com a Lu que estava cansada de andar. A Lu foi uma figurinha da viagem, ela é o que chamamos de Gordelicia(hahaha), que para quem não sabe o termo se refere a um mulher gostosa, mas com uns quilinhos a mais que não atrapalham em nada seu “charme”. Legal trocar umas idéias com ela, saber do sistema universitário público argentino que segundo ela tem vaga para todo mundo e praticamente só não faz quem não ambiciona uma graduação. Juntamos-nos depois do almoço novamente e tocamos violão numa praça de lá. Sol gostoso, boas companhias e violão. As pessoas passavam aprovando o som e até fomos convidados por outros brasileiros a tocar numa festa mais tarde em um hostel.
Seguindo um flyer interessante entramos no Circus. Era um pub com temática circense bonito, com um Playstation com guitar hero, objetos de malabares, pufes, jogos, bateria, violão, microfone, amps e guitarra de verdade. Adoramos o lugar. Enquanto eu e Gustavo tocávamos violão e bateria no máximo volume as meninas dançavam fazendo malabares cantando “chuva” e rappa. Também arrisquei um pouco no malabares e gostei de brincar com os bastões.
Mais tarde as meninas ficaram no nosso quarto e ficamos curtindo a presença delas até elas partirem. Foi bem gostoso, familiar e até dormi com aquela sensação de paz, como eu durmo em poucos lugares. E dessa experiência com elas o que me lembro com mais intensidade é no circus quando peguei uma cusquena(cerveja) bem gelada, deitei no puff que namorava minhas costas e era agraciado com as idéias de Manuela. Senti-me feliz pelo dia ótimo e dormi na cama do hostel com cheiro de erva mate.
Familia


Quando reencontramos nossos amigos que haviam seguido outro caminho em Arequipa aconteceu um momentos singular de felicidade. Encontrar Marco, Larissa, Renata, Carol, Li, Cris, Diego e Marlon foi sensacional. Incrível como criamos um laço tão forte em um mês de viagem, era como uma festa de família. Fizemos um escândalo na rua com gritos, beijos e grandes abraços. A noite rendeu um ótimo e ultimo violão. Tocamos, bebemos e fizemos um amigo oculto onde, levei um banho de vinho de Li e dei a Larissa um copo Inca erótico com um penis acoplado para a surpresa de todos do bar(até os gringos). No final lembro principalmente de reencontrar meu grande amigo Marlon e de todos nós cantarmos “mar de gente”: “viva a casa, viva a vida, meus amores e minha família”.

forrozinho

Manu, Lu e Nali

Oh chuva !

Grande amigo Marlon e todos reunidos no amigo oculto.

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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