Arequipa Final – Rafting e City tour – Estrada – Puno e Cuzco

Rio chile

Acordo revigorado e cheio de vontade para fazer o Rafting no Rio Chile, Arequipa. A minivan passa por um canto que não conhecia e era mais um lugar bonito de Arequipa. Com arquitetura colonial mais leve que urbanizava o rio por uma boa extensão. Logo depois começamos a passar pelos penhascos, plantações e comunidades pobres. Para em fim chegar no ponto de descida.

O equipamento é distribuído e vamos colocando a segunda pele de borracha parecendo um grupo gay de dançarinos. Pose para foto estilo changemen( ou Power ranger), colete, sapatilha de borracha, luva, capacete e remo. Regras simples e descemos o bote para o rio hiper gelado.

O começo é tranqüilo, nível 1, nosso guia é uma figura e instruía com ordens diretas. Eram quatro no barco: eu, Edu, Gustavo e o guia. Conforme íamos aprendendo, o rio ia ficando mais difícil e perigoso. Também havia um segundo barco com o outro grupo. Rafting é basicamente você prestar a atenção em qual é o lugar propício do rio para passar com o bote e para isso desviávamos o barco, acelerávamos, freávamos, deixávamos seguir sozinho e claro sempre batendo nas pedras. O mais divertido eram as quedas, sensação incrível, a impressão é que o barco vai virar e vamos nos estabacar nas rochas. Outra parte fora de sério foi quando mergulhamos na água e descemos numa queda boiando na correnteza(puta frio na barriga). E por final um mergulho numa queda de uns 5 metros. Desci uma vez de pé e outra de cabeça. A descida de cabeça foi inacreditável. Quem vê de longe a pessoa furando a água não sente o quão veloz agente cai e como é violento o contato com a água(adorei). O guia conhecia músicas do Natirutz e cantamos em vários momentos, fizemos uma boa amizade com ele e marcamos de encontrá-lo de noite para ele apresentar as amigas(Bueno).

De volta ao hostel bolonhese tocamos violão antes de almoçar com uma bem vinda cerveja. Fazia um dia bonito. A dona, que nos adorava, ficou toda animada com o violão, sambou, tirou foto conosco e prometeu botar no mural do lugar. Do nada apareceram as Floripanas Cecília, Amanda e Luiza. Mudamo-nos de hospedagem sem informar ninguém e elas andaram pacas de hostel em hostel para nos achar ali guiadas pelo som do violão. Queriam nos avisar que iria sair um ônibus a noite para Cuzco. Sensibilizei-me com elas, fiquei dividido entre ir ou ficar ali para curtir mais um dia naquela cidade ótima. Decidimos ir.

Não falei antes, mas no primeiro dia de Arequipa fizemos um city tour na cidade como um bônus da nossa negociação com a agencia e percebemos que aquele tipo de turismo já não nos agradava. Visita foi guiada por pontos bonitos, mas para um mochileiro um city tour na maioria das vezes é algo chato. Não há nada melhor do que você mesmo conhecer, livre de agencias, uma cidade. E foi o que fizemos nós 6, andando pela Plaza das Armas, lugar imperdível e muito bem cuidado. Difícil falar sobre essa cidade que é linda, segura, barata e com ótimas pessoas. Poderia escrever muito aqui, mas digo: “vá conhecer Arequipa !

Finalizando depois de andar um bocado chegamos ao restaurante onde iríamos comer o famoso Ceviche. Prato tradicional Peruano: filé de peixe “cru”( como o sushi), cortado em pequenos pedaços, com batata doce, nabo, milho cozido e bem apimentado. O prato até que é gostoso e me lembrou muito a culinária Japonesa. O pessoal não curtiu muito a pimenta. O melhor mesmo foi tomar a Cusquêna Premium que posso dizer que é a melhor cerveja que já tomei junto com um aperitivo de milho torrado com sal e pimenta.

Adoro esses dias em que acordo cedo, faço alguma atividade intensa e depois como bem. Como se houvesse uma harmonia ali com o sol iluminando o céu limpo, a cerveja gelada caindo bem na mente, meus grandes amigos Gustavo e Eduardo sorrindo, falando besteiras e a ótima companhia das nossas charmosas sulistas.

Ceviche e Cusquena

Estrada – Arequipa, Puno e Cusco   (talvez botar fotos)

(…) Primeira impressão era que seria uma boa viagem quando percebemos que não havia mais grevistas apedrejando veículos nas ruas. A noite foi tranqüila e bastante “interessante”, mas poupo vocês dessa história. Já cedo, clareando percebo uma agitação no ônibus e uma discussão. O motorista sósia do Tim Maia errou o caminho e a viagem duraria o dobro do tempo.

(…) Chegando em Puno Gustavo estava doente e passava muito mal. Era algo que ele havia comido, tentamos achar um hospital na cidade, mas não havia nenhum por perto e ficamos com medo de perder o ônibus. A briga entre passageiros e motoristas foi parar na polícia turística que foi muito eficiente arrumando outro motorista e outro ônibus sem adicionais.

(…) Tomamos “café” andamos um pouco pela cidade que é feia e pobre. Essa é a cidade Peruana colada ao lago Titicaca e mais movimentada em torno dele. Depois levamos um chá de coca para o Alpaca que deu algum resultado. Legal que os passageiros do ônibus se sensibilizaram e perguntavam sempre pelo brasileiro enfermo com alguma receita estranha de algum chá maluco peruano.

(…) Bom também foi conversar mais com Cecília e entrar um pouco no seu mundo. Lembro dela meio aéria e virando a cabeça com precisão toda vez que me olhava; De seus cabelos encaracolados, loiros e bem volumosos que combinavam bem com seu óculos escuros ray-ban e seus brincos originais( “maneiro seus brincos Cecilia” e ela ria). Ela é floripana, estudante de história e me contava verdades e verdades sobre o processo de ensino da história latina. Tornou-me também conciente de uma parte da viagem que eu não dava a devida atenção aos museus das cidades. Há ótimos museus com peças únicas que segundo ela tem forte ligação com nossas origens.

(…) Também conheci melhor minha(não – minha) adorável Luiza. Lembro dela sempre sorrindo, do carinho que ela me transmitia e de seu cheiro inelutável.  Gaúcha, linda, de cabelos escuros, curtos e encaracolados. Contava-me um pouco de sua complexa família gaucha-catarinense-baiana-mineira, a família moderna brasileira com meio-irmões, padrastos e primos-sobrinhos. E ria de mim quando eu falava hipnotizado da poesia de Pablo Neruda.

(…) Chegada um pouco frustrante em Cusco. Disfarçava num sorriso minhas vontades. Era importante para mim e era algo fortemente irracional. No entanto, também era novamente o menino que chorava por não ter o brinquedo que queria.

(…) taxi barato e hostel…

Voltarei Arequipa.

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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Uma resposta para Arequipa Final – Rafting e City tour – Estrada – Puno e Cuzco

  1. Victor disse:

    PQP, já tava doido pra ir em Arequipa por causa do vulcão Chacany, agora que descobri que tem rafting to ainda mais animado!!

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