Arequipa IV – Trilha, El Paro e Conquista

Mais um dia marcado por muitos momentos diferentes:

Meditando no topo

Trilha – A trilha da volta é difícil porque temos que subir os dois 2000 metros que descemos num caminho muito íngreme comparado com a volta que demos para descer. Minha respiração novamente estava ruim, mas apesar de subir como um búfalo tuberculoso, consegui me concentrar melhor e subir tranquilamente. Eduardo e Gustavo estavam muito melhores e seguiram na frente. Encontrei um suíço figuraça na trilha. Ele me confessou que estava fora dos padrões suíços (eles são famosos por serem grandes montanhistas) e eu falei que também estava já que sou péssimo no futebol. Cheguei em duas horas e meia no topo.

A paisagem no topo era tão magnífica que aconteceu como no salar e meditei ali. Sentia-me forte e com vontade de muito mais. Depois fotos e um vídeo engraçado com as meninas. Passamos ainda por um bonito caminho entre plantações de milho. Chegamos a cidade e tomamos “café”. Mais violão e provamos uma cerveja com sabor de fruta, gostosa até, lembra um espumante. Vi duas senhoras de mais de 70 anos chegando da trilha. Todos bateram palmas. Foi difícil para mim, imagina para elas…

Piscina termal e Almoço – Ônibus, estrada e chegamos as piscinas termais. Cheiro de gás, frio por fora e muito quente por dentro. Todos os brasileiros se juntaram e ficaram curtindo uma cerveja ali olhando a montanha (muito bom). Almoço caro e de pirraça comi todo o bufe. Bolo de coca(ruim pacas) e o famoso pimentão recheado. Botei tudo na boca e sofri com prato super apimentado. Enquanto eu chorava e tomava goles de limonada os outros choravam de rir(rs).

Estrada e El paro – Volta demorada a Arequipa. Mais paquera e gustavisses. Vou poupá-lo dessa vez. Chegamos atrasados e corremos iguais malucos pelas ruas até nosso hostel. Chegando lá uma versão de Tim Maia peruano nos contou com sua voz grave que era impossível ir a qualquer lugar por causa do El Paro. Na agencia nos informaram que era greve de transporte no Peru e que Arequipa era o ponto principal da greve. O lado bom é que marcamos uma saída com as floripanas.

Night – Novamente na rua São Francisco que dessa vez estava vazia (era segunda-feira) e só havia um lugar lá com algumas almas penadas, a Deja-vu. Nós 6 conversamos e brindamos ao bonito lugar que conhecemos. E dessa vez, nosso foco era aproveitar a noite e conquistar as encantadoras sulistas (não necessariamente nessa ordem).

Dançavamos brincando ao ritmo do reggaeton e é impressionante como é divertido esse ritmo, lembra muito o Funk carioca. Dançava melhor do que meu normal, estava relaxado, feliz pela viagem e por toda aquela energia boa. Mais drinks, festa e agora me focava mais nela. Olhava Luiza numa tentativa de decifrá-la e ela retribuía sorrindo e dançando. O encontro era natural e inevitável. As minhas mãos ansiosas chegaram antes de mim em sua cintura, meus olhos transmitiam claramente meu desejo. E meus lábios já estavam prontos quando ela desviou. Uma, duas, três vezes. Não entendi nada. E será que eu estava enganado?

Drink stop. Vi Edu e Amanda colados e meio que dançando, ele conseguia dançar pior do que eu, mas sempre com o seu estilo adorável. E Gustavo dançava habilmente com Cecília, um forróton. Luiza foi ao banheiro e era agora ou nunca. Esperei um pouco e disfarcei uma saída do banheiro dos homens quando a vi se olhando vaidosa no espelho. “Hum, que bonita heim!” Brinquei. Ela olhou meio surpresa e lançou em seguida um sorriso safadinho. Saiu do banheiro e passava por mim descendo as escadas. Segurei uma de suas mãos e a virei para mim.

Eu – “Porque as sulistas são tão difíceis heim?”

Ela – Jogou seu pescoço para o lado com um sorriso imenso negando com a cabeça “não é tão difícil, não.”

Eu – “Não”. Irônico

Eu e Ela – Beijos e amassos derrubando a cerveja na escada.

(…) Deixamos as donzelas no hostel. Comemos o podrão chorisso e gritávamos brincando e festejando a ótima noite, a rendição ao El Paro e a lua Cheia no céu.

Aumente a Imagem

Anúncios

Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
Esse post foi publicado em Peru, Trilhas - Trekking. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s