Saindo do Chile – Estrada | Arica | Tacna | Arequipa – Chegando ao Peru

Estrada

(…) O ônibus para Arica era daqueles confortáveis e custou uns 10.000 pesos. Viagem tranqüila e chegamos de dia.

(…) A rodoviária em Arica já é algo bem menos organizado, diferente da surpriendende organização chilena em outras partes que passamos. A passagem foi 12000 pesos, um ônibus direto até Arequipa. É mais barato seguir para tacna e lá pegar outro para Arequipa, mas decidiram comprar logo um direto. Achei acertado.

(…) O único problema seria não visitar Arica. Estava nos planos. Novamente fiquei em um dilema com o Gustavo e decidimos continuar com o grupo e depois partir direto para Cusco enquanto eles iriam para Ica.

(…) A fronteira nos países é tranqüila, com o tradicional detector de metais e raios-X. Só desconfie de um pacote muito estranho que deixaram perto da gente. E todo vez que andávamos para um canto o pacote “seguia”. Fiquei de olho e vi que um dos funcionários do ônibus botou o pacote no momento que estávamos passando. No final não deu em nada e o pacote foi levado por não sei quem para o ônibus. Problema é deles.

Fronteira

(…) Só passei pelas áreas periféricas de Arica e Tacna e ambas eram feias. Isso não diz nada porque a maioria das periferias que vimos nas cidades é horrível contrastando com centros turísticos maravilhosos.

(…) A estrada no deserto no Peru é algo um tanto diferente. Não possuem a qualidade das chilenas e são como as médias brasileiras. Eles possuem cruzes e flores onde as pessoas morreram por acidente automobilístico. É meio sinistro e fico imaginando a noite. Também há varias casa abandonadas e algumas mini – plantações. Tudo isso no meio do deserto amarelo.

(…) Legal que alguns momentos via o pácifico.  Selvagem e anil.

(…) Chegamos em Arequipa na noite de sexta assediados pelos taxistas. Fechamos com um que por 4 soles nos prometeu levar até acharmos um bom hostel. Chegamos em um que era caro e o dono muito ranzinza. A maioria ficou. Eu e Gustavo Alpaca deixamos nossas mochilas e decidimos dar uma volta, dormir em alguma praça(mochileiro) ou achar um hostel barato.

(…) Arequipa é cidade mais bonita que visitei e vou falar mais dela no próximo post. Ela é mistura de um centro de cidade escuro com arquitetura antiga dos colonizadores. Compramos cerveja e comemos o primeiro podrão(*) da viagem. Era de uma barraquinha digna da franquia de podrões pelo mundo. O hambúrguer custava algo como 1 real ou menos. Enquanto perdíamos alguns anos de vida com aquela carne um quase mendigo veio falar conosco. Dava para ver que era malandro de longe, estava com a carteira na perna e sabia que ele ia vir para tentar um furto. Gustavo também sabia, quando ele sentou Alpaca puxou o canivete e mostrou a lâmina. O vagabundo falou qualquer coisa e foi embora rápido.

– É Gustavo, estamos numa cidade maior. (enrugando a testa e levantando uma sombrancelha)

– (sorriso sem dentes) Sem dúvida.

Mosteiro de Santa Catalina e uma das ruas principais.

(…) Fomos até a Praça de Armas. É fantástica e só perde para as plazas de Lima. Nossos hermanos em geral possuem praças maravilhosas e normalmente elas são pontos turísticos.

(…) Lá pensamos em dormir, mas antes ficamos olhando para ver se não havia perigo. Mal sentamos e uma dupla estranha apareceu em um dos cantos da praça. Só olhei para o Alpaca que estava atento. Acho que eram os bandidos mais feios que já vi, parecia bandido de desenho animado. Um grande, gordo e com cara de panaca e outro pequeno, barba por fazer, usando toca e uma jaqueta puída. Passaram pela gente e só olharam. Olhamos de volta forma intimidadora. Desviaram e continuaram o caminho. Foram até dois peruanos que seguravam um violão. Estavam desmaiados num banco a uns 10 metros(bêbados ou drogados). O grande sentou no banco ao lado deles. O menor chegou perto, esperou alguma reação, pegou no violão de leve, foi tirando do abraço do dono muito devagar, como câmera lenta. Botou o braço do garoto no colo e levou o violão para trás do maior. Espero outra reação e nada. Então Levou o violão para trás do mato e o maior se juntou a ele. Gustavo ainda tentou avisar os garotos sobre o roubo, mas apenas um deles acordou. Viu que não tinha violão, tentou acordar o outro, desistiu e voltou a dormir.

(…) Concluímos  que seria melhor domir num hostel( hehehe) e achamos um por 10 soles( 7 reais). O hostel era simples e os quartos só possuíam camas limpas e um pequeno armário. (ótimo)

(…) Dormimos felizes pela noite estranha, um tantinho perigosa e muito mochileira.

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Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
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