Decolagem e Trem do Pantanal

A sensação de chegar no aeroporto com a mochila nas costas é indescritível. Estava eu nervoso e ofegante deparando com a minha grande viagem, mais de 30 dias por lugares inesquecíveis.

Entonce, nessa parte apenas flashes passam na minha cabeça:

– Sensação gostosa do avião decolando. O bicho atingiu uma velocidade considerável. Da para sentir o piloto freando a aeronave enchendo as turbinas e largando o animal.

– Congonhas chovendo a noite é pouso forçado certo. Primeiro somos avisados que as luzes seriam apagadas para efetuar melhor o vôo. É possível ver somente nuvens pela janela. O bicho desce com tudo, vai chegando perto da pista, levanta o bico e então derrepente desce com tudo freando no máximo e invertendo as turbinas. O avião treme todo e fica no limite. ( E eu com sangue nos olhos rsrsrs).

– Na conexão em Congonhas mirei meus futuros-passados irmãos. Como poderia imaginar que Marlon e Eduardo seriam tão importantes na viagem.

– Chegada em Campo Grande foi rápida e cheia de fotos com o grupo. Conheci pessoalmente os 11 mochileiros: Yuri(eu), Gustavo, Eduardo, Marlon, Diego, Chris, Marco, Larissa, Jociléia, Carol e Renata.

– Para confraternização do grupo. Sessão de flexões entre os homens e uso de secador pelas meninas.

– Apropriação devida de minha pessoa ao travesseiro inflável do Edu.

TREM DO PANTANAL

TP e Diego

Acho que… não… tenho certeza que o trem do pantanal ganhou o prêmio e maior mico da viagem. Acho que foi um aviso, uma premunição e uma piada de como uma viagem pelas Américas é imprevisível, doida e por vezes tediosa. O que a propaganda mostra são paisagens ricas em animais, rios e planícies alagadas. A realidade é que vimos pessoas, fazendas e vacas patéticas.  E olha que eu gosto e vacas, em minha opinião são animais adoráveis, dóceis e pacíficos como cachorros gordos e bobões.

Foram quase 14 horas. Conversamos, conversamos e conversamos, bebemos cerveja, brincamos e até tinha dois caras(palhaços) que tocavam violão e cantavam parodias sempre ligadas aos suposto animais do pantanal que deveríamos ver. Também teve queda de braço entre os guerreiro do grupo e obviamente ganhei depois e algum aquecimento. E tédio, tédio e mais tédio. Tive um conversa séria com meu demônio interior e graças as forças maiores tive ajuda de meu amigo Marlon e consegui estabilizar.

Só terminando, pela primeira vez desci numa estação e andei com minha mochila verde fashion pela cidade. Caminhei 7 quadras até o hostel. Seguro, tranqüilo e depois tanto tempo em um trem de merda, certo conforto. ( Entendeu a mensagem? Nunca entra nessa porcaria de trem de pantanal, eu disse não… não seja uma alpaca).

Anúncios

Sobre Yuri Mota

Sou Yuri Mota, carioca, estudante de engenharia, mochileiro, amante da boa música,de violão, canto e também amante de robôs e automobilismo. Amo a vida, me considero um privilegiado e gosto de tantas coisas que é difícil resumir aqui. o blog é sobre minhas viagens, minhas impressões e idéias sobre tudo que acontece ou não. Dando uma atenção especial ao estilo de viajar mochileiro, a reflexão sobre o comportamento humano e a pratica de trekking. É isso, leia e comente, por favor.
Esse post foi publicado em Brasil. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s