Mudando de Casa

Queridos,

Com esse post informo a mudança de endereço do blog motivado principalmente pela facilidade maior que o novo provedor concedi.

Vou colocar post novos misturados aos velhos revisados e é isso. Quem curtiu aqui de uma olhada por la, comente e divulgue.

Obrigado e vejo vocês do lado de la!

Novo Site: http://yurinando.blogspot.com/

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Marseille

Noite fria pacas!

Marseille foi a cidade menos francesa(como nos filmes) que eu vi até agora. Com aquela mistura de praia, centro histórico e apartamentos médios a beira mar. Uma cidade com clima bom, mais leve na expressão das pessoas e mais pesada em relação ao maior nível de marginalidade.

Fiquei no apartamento do meu bom amigo Antonio e logo depois chegou outro dos antigos, o Henrique. Todos temos em comum a origem carioca, o curso que nos influenciou consideravelmente(roquette ime/ita)((e me transformou num semi-nerd)), a UFRJ e o amor pelos automóveis. Apartamento enorme, daqueles antigos com uns 5 metros de altura, bar, 4 quartos e pedindo, implorando por uma festa. Claro que nunca acontecera pois 3 franceses que moram la mais o amigo que apesar da grande vontade, ainda não esta dos mais ariscos.

La botei o papo em dia com eles, falamos da frança, experiências e claro da violência do Rio de Janeiro. Que estava explodindo na época com a invasão da vila cruzeiro e do complexo do alemão. Estar longe é ruim nessas horas, salvo algumas experiências bizarras sempre fui muito tranqüilo em relação a violência no rio, pois aprendi desde cedo que se você se estressar, acabara sendo consumido pelo medo e em seguida pelo pânico. Mas imaginar minha família em risco e ver as imagens trágicas com blindados e mortes me causou um pouco de aflição e impotência.

Andei pelo bonito centro cheio de historia de guerras e piratas. Com fortes construídos uns sobre os outros, enseada daquelas de filme com monastérios, palácios e parques colados a costa.

A noite saímos e novamente me decepcionei com a noite francesa na ville. Seus pub-bares com mais homens que mulheres e no jeito meio tchola Frances. Pelo menos os lugares eram todos bonitos, com decorações incríveis.

No outro dia procuramos almoçar em um kebab. Aqui na frança e de certa forma em muitas partes da Europa o Podrão é o restaurante árabe. Onde você come bem, a higiene é duvidosa e o preço é entre 4 a 6 euros. Baratíssimo para o velho continente. Comemos numa pizzaria tunisiana toda azul com decoração bizarra e divertida. Ótima pizza, pessoas diferentes e algumas no estilo de gangue mulçumana.

Na ultima noite era a festa de gala da école centralle marseille. Não foi nada supremo, mas foi de longe a melhor festa francesa até agora. Depois de 3 copos do bom wiskey escocês me sentia o todo poderoso com meu terno. Estava feliz com meus amigos, a musica era razoável e as meninas-mulheres também. Matei a saudade confraternizando com uma carioca marrenta da zona sul(ouvi-la me chamando de rapa foi ótimo), conheci o mundo e voltei a frança numa representante bonita da cidade. A ilusão do álcool me deixou no automático e lembro das boas partes somente. Dança, dança, beijo, mão boba, sorrisos, eu no ônibus falando besteira, eu sendo carregado pela rua e acordando querendo mais 5 minutos, mas o trem não espera.

Um amigo queria uma francesa(na festa) e ficou focado nisso. Acabou não aproveitando bem a festa, ficou cabisbaixo e tenso. Já fiz muito como ele e hoje em dia acredito que a festa é para aproveitar ao Maximo sem se importar com as adoradas fêmeas. Sempre alerta a qualquer movimento de cochas e pronto a qualquer canalhice salutar, porém nada disso deve ser foco, pelo menos não funciona bem comigo. Prefiro relaxar, beber um pouco, conversar com todo mundo e ficar na espreita. Ainda mais com um povo tão ruim de onda como o francês.

No final Marseille foi terapêutica para mim. Falar em português em grupo, ver o mediterrâneo, sentir o cheiro de mar, ver meus amigos, curtir uma festa e dar uns beijinhos. Foi leve e gostoso!

Pronto para as fedorentas! rs

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Sol de Orleans, Bruno e Ana, Akita e Lealdade

Sol em Orleans

Vejo sol em Orleans depois de algumas semanas sem poder vislumbrar o astro rei. Abrindo a janela no meu apartamento, voltando da universidade de trem e correndo ao lado do rio, tenho em mente o quanto o simples fato de poder ver o sol é um privilégio. Uma oportunidade de renovação das energias e uma ajuda a reflexão profunda.

Bruno e Carol

Lembro que hoje um ente querido meu vai se casar. Nessa sociedade doida onde casamento parece quase falido, Ana Carolina vai subir ao altar. Ira passar por poucas e boas, criar algo único e uma relação das mais fortes que podemos ter nesse mundo. O que eu penso sobre isso? Absolutamente nada. Apenas tenho o desejo forte em mim que eles (Bruno, Ana e João Pedro) tenham a melhor vida juntos possível. Que haja sempre sinceridade, lealdade e amor nos bons e maus momentos. Que o cosmos abençoe sempre a união bonita e emocionante.

Minha família é do tipo que se reuni em alguns finais de semana, faz uma festa com bastante comida, cerveja, criança brincando, discussões acaloradas e muita música tocada e cantada. Claro que em meio as diferenças ha muita coisa verdadeira, gostosa e eu me sinto privilegiado por poder curtir isso. Aqui de longe sinto tanta falta, mas mesmo assim, sinto-me forte porque sei da minha base, do que me é precioso e do que me fez chegar até aqui.

Por fim termino lembrando um filme que vi há pouco tempo, “Sempre ao Seu Lado” (EUA, 2009), onde conta a historia da relação de um cão e seu dono. O dono morre e o cão vai sempre esperar o seu dono em frente a estação de trem como ele sempre fazia quando o dono era vivo. Todos da vizinhança se sensibilizam e ajudam o amigo fiel que vigia todos os dias. Acima de tudo o que vem na minha cabeça é a palavra lealdade. Tal palavra que quero passar a minha família. Sou leal a vocês, a todos vocês e sinto isso pelos meus entes. Lembro também de vovó e vovô que se foram: Cada um tem um pedaço de mim. E comemoramos hoje, todos juntos, a grande festa do matrimônio.

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Pequenas Coisas II – verdades sobre a neve

Orleans

– Chego a estação de trem com fumaça saindo pela boca, neve caindo nos trilhos e enquanto espero o bicho chegar, tomo um cappuccino. Olho as pessoas indo e vindo escutando da boa musica e desfruto de um momento de felicidade ao refletir sobre tudo que passou até agora na frança.

– Próximo ao natal, a neve caindo e é incrível andar pelas ruas olhando as lojas no bonito centro de Orleans. Lojas ricas como dificilmente vejo no brasil. Não são chiques e sim bem estruturadas, limpas e completas.

*As lojas de chocolate de todos os tipos onde tem em destaque(cacau de origem brasileira);

*Lojas de manga com todas as versões de quadrinhos, bonecos e jogos. Livros clássicos e coisas novas. Babei por uma coleção capa-dura wolverine-armax com um traçado sensacional. E também outra do death note capa extraordinária;

*Loja de musica com dois andares. Com uma coleção de guitarras fender stratocaster e telecaster. Uma mais bonita que a outra, incríveis.

*Feirinha de queijos e doces. Provo um queijo delicioso e compro um pedaço. ” cest bon avec pasta” “dacord, je vai essaye”.

* lojas com umas roupas fashions loucas e com clientes ainda mais loucas.

*Todo o tipo de restaurante e café ficando eu encantado por um”café” meio sujo e toltamente convidativo a escrita. Entrei abri o caderno e danei a escrever. Ficou uma bosta no final, mas o café era bom.

– Frances realmente compra baguete na padaria e bota debaixo do suvaco.

– Ontem cheguei de Marseille e dormi durante toda a viagem de volta acordando apenas na estação. Quando fui pegar o Tram(bonde hightech) estava escrito no aviso ainda dentro da ferroviária que ele não funcionava pelo excesso de neve. “Mas não é possível, a 3 dias nem tinha tanta neve assim”, sai para o ponto e vi a cidade totalmente coberta, tudo branco e iluminado. Não pude deixar de me encantar e sorrir. Não havia transporte publico e bom, na verdade só havia as pessoas chegando de viagem. Então todo mundo saiu andando pelo meio das ruas, com suas mochilas e malas. Quase uma procissão com a neve caindo aos montes, bonita, chão escorregadio e pela primeira vez vi todo mundo de bom humor. Não estou dizendo que os gauleses são mal humorados, mas raramente eles expressam o bom humor abertamente e dessa vez todo mundo conversava comigo na rua, sorrindo com frases do tipo. “La neige est belle, regarde ça” Ai botava a palma da mão para cima e eu só respondia surpreendido, “bien sur, cest joule!”.

– depois da neve fofa vem o gelo escorregadio. Da mole e você cai bonito. Até agora consegui permanecer em pé.

– Ver que você esqueceu a luva nesse frio é de quase chorar. Olhar novamente a mochila e ver que a luva estava la num canto escondido é de chorar também. rs

– Brincar de guerra de neve é demais. Acertar alguém bem na cara é terrivelmente divertido.

– Nesse frio um chocolate quente é bom pacas, um carinho precioso e dormir-acordar-dormir é supremo.

Guerre

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Portugal – Lugares e Fotos

Lisboa - O grupo

Fatima – O templo é enorme com o grande complexo para mais de 100 mil pessoas, o lugar onde os pivetes viram a santa e as duas hiper igrejas. Uma delas é moderna, com muito espaço, simples, confortável e os símbolos bem diferentes do usual. Ela possui um Jesus escuro(não sei se é negro, vê na foto o que vocês acham). A outra igreja é no estilo old school, com um dos painéis mais bonitos que já vi, fiquei admirando muito tempo aquela preciosidade. Da para conhecer tudo em meio dia.

Grutas perto de fatima – A gruta foi descoberta por dois caçadores que cercavam uma raposa perto do buraco de entrada. Eu nunca tinha entrado numa gruta grande e bonitona, então fiquei impressionado.

Coimbra – Foi uma das cidades que mais gostei porque é singela e o centro parece muito com a Lapa, Rio de Janeiro. O legal é curtir a área urbanizada perto da ponte principal e subir até a universidade. A escola é algo de doido, enorme bonita e toda de arquitetura da realeza portuguesa. Vale ficar um dia todo conhecendo, mas meio dia da para ver tudo.

Porto – A cidade que mais gostei. A encosta do porto é uma das coisas mais bonitas que já vi. Charmosa e ao mesmo tempo simples. Onde vemos apenas edifícios antigos divididos entre os bem e mal conservados, com muitas roupas no varal e bares daqueles com ovo cozido. As adegas de vinho do porto são interessantíssimas e entre zero e 3 euros podemos visitá-las e degustar do ótimo vinho. Destaque para a adega Ramos Pinto. Vale um dia inteiro e um vinho ou cerveja de frente para o rio vendo os barcos passando.

Lisboa – Essa é realmente a cidade grande onde eu vi de tudo. Imperdível é o Castelo de Aragão e o centro histórico em geral. Onde tudo é bastante grandioso e tem aquele ar cosmopolita. Tem que ser no mínimo uns três dias para conhecer tudo.

Praia Osso da Baleia – Ir numa praia depois dois meses no frio foi demais. Devia ta uns 19 graus e a água era gelada. Mas depois de jogar um rúgbi entrei naquele mar divino e tive um momento de grande euforia do outro lado do atlântico.

Mulheres – As portuguesas são lindas e fiquei impressionado com a quantidade com qualidade. Tem das bastantes simpáticas e menos, mas no geral elas são bem receptivas. Pena de eu estar com os franceses.

Cidades – todas as cidades tinham em comum alguns prédios mal conservados, paredes de azulejo, muitas igrejas, pessoas na rua e roupas no varal.

Brasil – Definitivamente somos crias dos portugas. Temos muito em comum e é interessantíssimo ver isso nas pessoas, nas prédios e nos hábitos. Outro alivio é que ha muito menos formalidade, bom demais.

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Portugal – Estrada

Algum lugar perto de Pamplona, Espanha

A estrada

Sai de Orleans, centro da França, com dois carros, nove franceses e dois gatos. O destino era pombal(perto de Coimbra), Portugal. Estrada tranqüila, cheia de pedágios e impecável. Primeira parte do centro para o sudeste da frança é abaixo da planície e pouco se vê além da própria estrada. Parada para dormir perto de Toulouse, numa região de fazendas e ao lado da bonita seqüência de montanhas do Pirineus.

Voltamos a estrada e agora era literalmente furando as montanhas, foi a parte mais bonita do trajeto onde o clichê Frances era evidente, com casas charmosas com chaminés nas montanhas, arvores coloridas por variações de vermelho outonais e pequeníssimas cidades românticas misturadas as antigas construções militares de Napoleão.

Os pedágios eram caros e normalmente eram pago no caixa eletrônico com moeda ou cartão. De 5 a 15 euros.

Passamos por um dos maiores tuneis da Europa e chegamos a jaca, Espanha. Passando por Pamplona e vitoria-gasteiz onde vi o caminho de Santiago de Compostela com os caminhantes. Viajei um pouco junto com eles, imaginando como seria fazer aquela peregrinarão, quantas pessoas nova, experiências loucas e não! … Essa é outra viagem.

Ótimo ver em Pamplona as placas escritas no idioma basco e as cidades nos topos. Alias, passamos pela região semi desértica da Espanha, onde a urbanização é perfeita, as cidades são pequeníssimas e são construídas nos topos das pequenas planícies elevada.

As paradas para comer eram nos postos da estrada. A francesada estava acostumada com isso. Bota a comida toda na traseira do carro, faca do canivete, fritas, amendoim, patês, queijos, arroz, tomate, defumados, agua e frutas.

Chegando em Portugal, algazarra na fronteira e o meu amado e excitante português escrito em todos os lugares e escutado na radio. As estradas já eram um pouco diferentes, já meio sujas e em geral era cercada de eucaliptos cruzando as pequenas montanhas onde sempre se podia ver as cidades nas planícies acidentadas.

Chegando ao Pombal, fomos até a região de fazendas. Onde as estradas pareciam muito com as dos cenários do rally WRC. Com casas grandes, chiqueiros, armazéns de vinho e lenha e muitas plantações pequenas.

E conforme entramos vimos que Portugal ja não era aquela coisa organizada da frança com construções e estrutura bem diferentes. E o melhor aos meus olhos, tudo parecia tanto com o Brasil.

FOTOS >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Continuar lendo

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Pequenas Coisas I

Algumas pequenas coisas relevantes que aprendi aqui na França:

* Boate não é meu ambiente, só muito inspirado para dançar(curtindo e não fingindo) todas aquelas musicas eletrônicas e coisa que valha sem enjoar depois de 3.

* Salsa é o ritmo de toda Europa e America latina. Talvez seja mundial. Um alivio para a minha alma entediada nas festas.

* Realmente o céu da frança fica sem sol durante dias.

* Realmente é frio pra caralho.

* Correr no frio e a noite por aqui do lado do rio perfeitamente urbanizado vendo as folhas do outono caindo é revigorante. Por uns 30 minutos eu me sinto livre(seja la o que queira dizer isso).

* As mulheres aqui transam com você, fazem cafuné e no outro dia no café nem te olham direito. (hahaha)

* Os homens(os franceses) aqui vão as festas, enchem a cara, não ligam para as mulheres e ficam praticamente se furnicando.

* Os meios de transporte funcionam perfeitamente.

* Cozinhar tomando uma cerveja é bom pacas, cozinhar tomando uma cerveja com um amigo resulta em altos papos divertidos e cozinhar com uma mulher é um caminho natural para a cama.

* Quando uma mulher é linda ou gostosa ou os dois(de qualquer nacionalidade), ou vai ou racha, se chegar como um marricon(pédé)((viadinho)) vai virar capacho ou pior… amigo(exceção aos muito bonitos, ricos ou os de muitíssima labia).

O blog ta de cara nova e espero ter feito algo decente. Continuando com as minhas idéias e sendo menos especificos sobre os lugares. Fato é que eu cada vez mais quero escrever sobre coisas abstratas e vamos ver onde vai dar isso.

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Saudades

Saudades dos dias que passei com grandes pessoas. Dias esses que pensei : terei outros tão bons quanto. Agora percebo como isso é impossivel. O que eu vivi com o grupo das americas é algo inestimavel. Fotos, videos e tudo o que a internet pode me proporcionar acende isso em minha mente. E percebo claramente o que é importante aqui, o que devemos valorizar e concluo emocionado que o que é bom é simples. Como sentar no hostel e dividir uma cerveja sincera com dois irmãos, dividir lastimas em canto de boate e também aventuras prazerosas, conversar num onibus as altas da madrugada, tocar um bom violão sentindo o cheiro de feijão e tomando arequipenha gelada, esquecer de todo um passado breve, bom, ruim, malévolo e dançar na mesa de um bar, poder compartilhar o explendor divino no alto da montanha mais bela e por fim ter o privilegio de receber todo o amor numa despedida.

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Sobre os Franceses e Outros

Orleans

Depois de algum tempo aqui sinto um apelo interno por falar sobre os Franceses e outros. Lembro quando um amigo me disse entre muitas palavras a seguinte sentença: “yuri, os franceses são esquisitos”. Claro que queria ver isso com meus próprios olhos, tentando deixar de lado qualquer idéia negativa, ter coração e mente aberta. >>>>>Moro com dois franceses gentis e conheço muita gente o tempo inteiro. Tenho uma vida tranqüila aqui e já posso dizer que cultivo algumas boas amizades entre eles. Mas é diferente… algo na simpatia, no humor. Eles são introspectivos na maioria das vezes e um tanto robóticos. Não percebo a tão famosa fama de frios ou mal humorados e sim uma certa indiferença e timidez. >>>>Eles também sempre formam grupos e normalmente dispensam atenção somente ao mesmo. Aqui no apartamento é o grupo dos alunos de engenharia civil, na universidade eu também sou do grupo de musica, do quarto ano de Eng. mecânica e outro do quinto ano. Incrível como as pessoas mudam completamente de comportamento quando você entra no grupo como se precisassem de uma garantia e estranham quando eu falo do mesmo jeito e simpatia com qualquer tipo de pessoa. >>>>Nas mulheres percebo certa resistência e é estranho o estilo deles na conquista. Muita sutileza, conversa, algumas formalidades e ouso dizer certa frescura. No começo, por curiosidade e diversão, segui e tentei aprender o jeito deles. Pensei que estava indo bem, mas no final não adiantou porra nenhuma. Voltei ao modo brasileiro e as coisas voltaram aos eixos. >>>>>Coincidindo com a volta ao modo tupiniquim veio um convívio maior com os outros estrangeiros e então a diferença ficou ainda mais evidente. A simpatia é a maior diferença levando a relações mais fáceis e carinhosas. Fiz uma viagem com uns romenos gente boa no jeitão calado deles, altas festas com os espanhóis e gregos, uma boa amizade com uma amiga da Moldávia e é interessante perceber como os poloneses se parecem com os brasileiros. >>>>>Claro que é natural haver um contato mais forte com outros estrangeiros considerando fato em comum de estarmos num pais estranho. Da mesma forma que os franceses já estabeleceram suas amizades aqui então possuem menos interesse de fazer novas. Porém tento perceber as coisas de outra maneira além do obvio e talvez meu amigo do primeiro parágrafo esteja certo ou talvez não. Vou descobrir…

Ps.: Não me faltam aqui colegas franceses sempre dispostos a me ajudar e o texto é mais para falar sobre comportamento e não quero de maneira nenhuma agredir ou negativisar meus queridos anfritiões.

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Paris 1 – Notre Dame, Metro, Salão do Automovel e boa compania

Paris

 
 
 
 

Notre Dame

 

O trem entra nos arredores da cidade repleta de fabricas enquanto o complexo ferroviário se expandia colossal. Desço junto ao meu novo amigo, o brasileiro que estuda comigo vindo do mesmo projeto, mas de outra cidade(Aracaju). Felipe com seus 20 e poucos é grande, um pouco desajeitado e gentil como poucos. Apos uma breve explicação do metro da cidade(que é como uma teia de aranha e exige uma reflexão ao bom uso do mesmo) e alguns alertas sobre lugares perigosos do simpático senhor Frances, descemos o metro da gare(estação) Austerlitz. Era esquisito, sujo, fedorento e cheio de propagandas( totalmente dentro da idéia underground). Já no vagão percebi o que é paris nos dias de hoje. Uma total miscelânea, ainda mais radical que no Rio de Janeiro, com muitos idiomas falados(para quem quisesse ouvir), cores e vestes. Serviço eficiente e chegamos rápido a um dos cantos do anel da cidade. Subimos vimos uma cidade suja, barulhenta e cinza. Pensei comigo mesmo,”estamos no arredores”. Não pude disfarçar, precisei usar o mapa da cidade como um bom forasteiro que era e não tive grandes dificuldades depois de gastar uns 5 minutos analisando-o. Andamos um bocadinho com o sol tarde proporcionando um calor considerável, comercio feio, apartamentos, ruazinha bonita, um café charmosinho, outra subida e chegamos ao hostel D’artagnan. Check in, 10 euros e claro não pude deixar de lembrar da minha ultima viagem visitando tantos hosteis salvo as diferenças como o tamanho(bem grande), simpatia dos funcionários(ali, nenhuma) e higiene(por que tem europeu que fede tanto?).

Deixamos nossos trouxas la, Felipe foi ao jogo França e Romênia enquanto eu preferi andar pela cidade(já vi muito futebol para essa encarnação). Então em vez de pegar o metro, andei da periferia até o centro histórico guiado pelo mapa e pela curiosidade. Percebi como paris é selvagem e cinza. Cheia de lojas árabes, africanas e com as pessoas andando mais misturadas nas ruas. Algo que não tinha visto nos lugares pequenos. Ali negros, árabes, brancos e até asiáticos se misturavam um pouco. Muitas lojas de roupas usadas, padarias, lojas semi-chiques com roupas extravagantes e mulheres conversando excitadas pela vitrine. Cheguei a Place de la Nation e vi o dourado obelistico ao lado do teatro de opera. Continuei andando já entardecendo e vi o bonito relógio da Gare Lyon com seu restaurante ultra mega chique onde muitas mulheres recompensariam com um ano de noites de amor aos companheiros que as levassem a um jantar ça. Andei mais um pouco, podia sentir um pouco a umidade e alguns jardins e arquitetura antiga mostravam-me que estava perto do rio. Porém antes, passei pelo Place de Voges. Que é uma antiga construção real formada por um quarteirão quadrado com um lindo jardim no meio. Ele já estava fechado mas adorei o lugar onde tudo era diferente do que já tinha visto. Ainda assisti um show de rua maneirissimo com dois violões, uma panderola e 3 vozes. Senti-me feliz ali, falei um pouco com os músicos alemães, vi uma escultura grotesca num atelier de bruxo e parti para encontrar o grande rio. Como fiquei contente quando vi o rio Sena no final do entardecer. Muitas pessoas aproveitavam suas beiradas para se agrupar de alguma maneira enquanto viam os barcos turísticos, diferentes e engraçados passando. Nos 10 minutos que fiquei ali parado na ponte vi de tudo: barco do casamento grego, de festa de criança, de festa chique, de festa chique cult, de turismo simples e os ultramegamodernos. Em seguida entrei numa ilha do rio que era uma graça, ali apesar de ainda um pouco sujo, já era uma área bastante turística, menos barulhenta e poluída. Os prédios eram sensacionais, charmosos com muitos restaurantes e ateliers. Tal lugar daria para outra ilha ainda mais famosa, talvez a ilhota mais famosa do mundo. A Notredame foi a primeira construção que realmente me deixou com um tesão incrível por Paris. Enorme, iluminada e rica em detalhes. Não entrou para o top das minhas viagens, não sei bem porque, mas não foi como chegar em Ilha Grande pela primeira vez. Continuar lendo

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