Vejo sol em Orleans depois de algumas semanas sem poder vislumbrar o astro rei. Abrindo a janela no meu apartamento, voltando da universidade de trem e correndo ao lado do rio, tenho em mente o quanto o simples fato de poder ver o sol é um privilégio. Uma oportunidade de renovação das energias e uma ajuda a reflexão profunda.
Lembro que hoje um ente querido meu vai se casar. Nessa sociedade doida onde casamento parece quase falido, Ana Carolina vai subir ao altar. Ira passar por poucas e boas, criar algo único e uma relação das mais fortes que podemos ter nesse mundo. O que eu penso sobre isso? Absolutamente nada. Apenas tenho o desejo forte em mim que eles (Bruno, Ana e João Pedro) tenham a melhor vida juntos possível. Que haja sempre sinceridade, lealdade e amor nos bons e maus momentos. Que o cosmos abençoe sempre a união bonita e emocionante.
Minha família é do tipo que se reuni em alguns finais de semana, faz uma festa com bastante comida, cerveja, criança brincando, discussões acaloradas e muita música tocada e cantada. Claro que em meio as diferenças ha muita coisa verdadeira, gostosa e eu me sinto privilegiado por poder curtir isso. Aqui de longe sinto tanta falta, mas mesmo assim, sinto-me forte porque sei da minha base, do que me é precioso e do que me fez chegar até aqui.
Por fim termino lembrando um filme que vi há pouco tempo, “Sempre ao Seu Lado” (EUA, 2009), onde conta a historia da relação de um cão e seu dono. O dono morre e o cão vai sempre esperar o seu dono em frente a estação de trem como ele sempre fazia quando o dono era vivo. Todos da vizinhança se sensibilizam e ajudam o amigo fiel que vigia todos os dias. Acima de tudo o que vem na minha cabeça é a palavra lealdade. Tal palavra que quero passar a minha família. Sou leal a vocês, a todos vocês e sinto isso pelos meus entes. Lembro também de vovó e vovô que se foram: Cada um tem um pedaço de mim. E comemoramos hoje, todos juntos, a grande festa do matrimônio.



Yuri,
Essa mensagem ficou maravilhosa!!!Me emocionou demais… Aliás, chorei ao lê-la. Lembro do meu pai e aí, vêm tantas recordações à tona que é impossível segurar a emoção. Vou colocá-la no vídeo! Beijos com muitas saudades!!!
Tia Adriana