Preparei textos das principais histórias das noites de Cuzco, mas desisti da idéia de publicá-los. Não encontrei uma maneira de descrever as histórias sem parecer grosseiro, presunçoso, exagerado, sacana e etc. Juntando isso ao fato de expor alguns amigos que aparecem nas histórias pode não dar bom resultado. Então farei um resumo aqui e digo para vocês, vão conhecer Cuzco!
Sempre pensei que iria encontrar lugares loucos como é o Rio de Janeiro no carnaval, porém não imaginava que Cuzco seria um desses. Cheguei à cidade na baixa temporada e mesmo assim todo dia era dia de festa, violão e boate. Na praça havia as famosas Mama Africa e Mithology, ao redor havia mais pubs, boates e festas nos hosteis. Os peruanos nos disputavam a tapas, oferecendo drink grátis, maconha, cocaína, lhamas e o que fosse necessário.
Lembro da primeira noite em que já conheci varias pessoas doidas, subi no balcão do bar onde eu e o Gustavo Alpaca fizemos sanduíche de gringa, bebi de tudo, ouvi boa música peruana ao vivo, descobri o mujito, cambiei com amigas alemãs, rejeitei outras contrariando minha irracionalidade sentimental, tive amnésia e depois relembrei tudo com boas risadas na compania de Gustavo e Edu no café e de óculos escuros.
Lembro de ser acordado pela Alpaca numa noite: “Acorda Yuri, elas estão esperando agente”, “porra cara, eu to cansadasso”. E depois de tomar um banho e sair de mal humor do quarto ver duas princesas nórdicas me esperando(o humor mudou em milésimos). E também aconteceu de outra noite eu ser acordado por velhas(novas) amigas e dessa vez recusei o convite carinhoso para ter minha única noite de sono completo nos 8 dias que passei na cidade.
Lembro de quase brigar com um argentino mala que deu em cima da mulher do Alpaca. Separei os dois antes de brigarem e convenci aos gritos o Idiota de deixar de ser chato e ir curtir a festa. Também não posso deixar de lembrar algumas decepções, de ter que aprender mais uma vez a deixar de ser bunda frango(como meu pai me sacaneia muitas vezes hehehe) e entender que nada é nosso nesse mundo(muito menos em Cuzco).
Lembro também das ultimas noites em que reencontrei o grupo, dançamos nas boates e nos divertimos para caramba. Ri de um gringo gay dando em cima do Gustavo, de outro gringo doido que deixou caolha duas meninas do nosso grupo dançando(Renata e Caroline)((elas contando essa é história é hilário e inesquecível)). Recordo dessa noite a boa companhia e a ótima conversa corporal deixando o final de noite com ar de poesia e com uma pitada de drama.
Lembro de me despedir emocionado de meu amigo Marlon e das sulistas. Ele preparou uma macarronada deliciosa e comemos salutando a ótima amizade feita naqueles poucos dias de amizade. Foi difícil e quase ficamos mais uma noite por lá. Despedi-me do amigo prometendo um reencontro em La paz. As meninas estavam indo para Lima para finalizar a viagem. Abracei cada uma delas relembrando os ótimos momentos, desejei toda sorte do mundo e guardei no coração aquelas preciosidades que deixei em Cuzco.
Quem quiser ler as histórias não publicadas é só mandar um email. bjos.


esqueceu de dizer o atraso … nego queria matar a gente pq a gente chegou na rodoviária faltando uns 5 min pro ônibus sair…
e a chuva incessante daquela noite… eheheh….
bjos
É mesmo, eu vou botar no proximo post esse lance do atraso. Tava clima muito bom lá no pariwana.
Esse lance de chuva não entendi direito. rs