DIA 2 A 5 DE JANEIRO – CORUMBA(TERRA DO FOGO)
Em alguns momentos de estudo e trabalho no Rio de Janeiro eu pensei “ Meu Deus, existe lugar nesse mundo mais quente que esse?” e cheguei a conclusão que sim, existem dois lugares: Corumbá e Puerto Quijarro. Só um palavrão definiria bem meu sentimento diante da inquietação corporal proveniente da elevada temperatura e umidade estranha. Pelo o hostel tinha piscina e era razoávelmente confortavel. O resto foi um tanto superficial e rápido, então vão uns pitacos:
- Corumbá é uma cidade legal, pequena e organizada. Porém se quiserem comprar algo é preciso fazer cedo, pois tudo fecha cedo, principalmente final de semana;
- Se alguém chegar em Corumbá sem a carteira de vacinação internacional, existe um posto para obter ambos, de fácil acesso e bom serviço. A carteira de vacinação é indispensável para quem fizer essa viagem, pois fomos cobrados em todas as fronteiras em que passamos e vimos um colega nosso tendo que pagar propina porque não possuia tal documento. Sem contar que, se eles exigem a vacinação, é porque o perigo de contágio é real;
- Piscina num hostel é diversão certa, tente um dia;
- É muito melhor procurar hostel na Bolívia, existem bons hosteis por lá e a diferença de preço é surpreendente. Não se assustem com a cidade e se quiserem usem as minha indicações quando eu falar sobre Puerto Quijarro;
- Don’t fuck your trip because of some selfish people;
- Começo de viagem. Tudo é festa. Tudo é nada. E tudo é ilusão.
Gastos:
Hostel: R$ 30,00 (28,00 por ter ido em grupo grande) http://www.corumbahostel.com.br/
Comida: R$ 25,00
PUERTO QUIJARRO(THIS IS BOLIVIA)
Apesar da excitação imensa por chegar ao nosso primeiro país da trip, Puerto Quijarro é uma cidade paupérrima, suja, super-quente e de povo um tanto esquisito. O bom de lá é o preço barato das coisas e a estação ferroviária do trem da morte. Então basicamente o melhor é chegar na cidade comprar a passagem para o trem, fazer algumas compras no mercado popular(ótimos preços) e partir.
Tentamos fazer isso, no entanto descobrimos que na Bolivia o estrangeiro é por vezes deixado em segundo plano. Tentamos comprar a passagem do Trem da Morte para o dia 3, mas a informação era que não havia mais. Então foi uma correria: uma parte do grupo foi ver os ônibus e outra pegou uma informação sobre um modo de entrar clandestino no trem. Tudo isso de forma desordenada, e no final optamos por tentar entrar clandestino no outro dia. Voltamos para o hostel e o pessoal até levou tudo na esportiva e foi mais um dia ótimo na piscina com concurso de saltos. O prêmio gazela saltitante foi para o Cris(grande gazela).
Quando chegamos no outro dia, esperamos e na hora de entrar fomos impedidos pela segurança e o funcionário que queria nos vender as passagens ilegais fingiu que não nos conhecia. Enfim, não conseguimos por mais um dia entrar no trem. Correria geral para os ônibus e quando chegamos já estava tudo lotado, só havia vans pequenas, caras e estranhas. Então caos. O grupo experimentou o primeiro momento discussão interna. Uns queriam tentar pegar o trem nas próximas estações, outros pegar a van cara, outros comprar as passagens do trem de um fonte segura porém pelo dobro do preço. O grupo por pouco não se dividiu mas depois de um pouco de gritaria, grosserias e conversa decidimos comprar as passagens da fonte segura. Essa fonte eu já havia tido conhecimento no Rio de janeiro e até pensei em comprar com antecedência. Mas todas, todas as pessoas que já havia falado me indicaram comprar na hora. Toda essa experiência foi bem desagradável e eu aconselho comprar com antecedência pela internet mesmo. Compramos e pegamos o trem no outro dia. Durante a nossa correria descobrimos que bolivianos conseguem comprar passagem qualquer dia na estação e por tudo que vi na Bolívia isso é bastante provável. Parece que no geral o povo é ignorante e muitos querem o dinheiro vindo do turismo a qualquer custo.
Durante esse período conhecemos a feira popular de Puerto e as coisas lá são realmente baratas, vale apena uma visita. Eu vi, por exemplo, luvas corta-vento por aproximadamente R$ 6,00. Outros destaque é o taxi por praticamente R$ 1,00. São quatro bolivianos até a estação.
Outra coisa barata são os hosteis. Metade do grupo ficou num hostel por R$ 5,00. Nós apelidamos carinhosamente de vila do Chávez. Era um lugar bem simples e tosco. Uma pequena vila. A outra parte do grupo ficou no hostel internacional por R$ 20,00. Esse hostel acho que foi o melhor que ficamos em toda viagem com uma grande piscina e uma bonita vista.
Gastos:
Hostel: R$ 5,00 cochabamba hostel(vila do chavez) o outro hostel é o hostel internacional de puerto quijarro 20 reais.
Comida: R$ 5,00
PAÍSES





Você conseguiu pegar o trem sem aquela coisa da vacina, então! Como faz…
Po, bem legal viajar para esses lugares. Vou fazer um passeio agora nas férias. Pretendo ir à Bolivia e ao Chile.